Decorridos quase três meses de governo, o presidente Jair Bolsonaro não acenou, pelo menos por enquanto, com nenhum projeto para desenvolvimento do estado do Amazonas. Ao contrário, pediu ao Congresso Nacional que retirasse da pauta de tramitação o PL que criava as Universidades do alto e médio Solimões e do baixo e médio Amazonas.

E não para por aí.

Não satisfeito com o estrepitoso baque promovido, sem dó nem piedade, no sistema ensino universitário tão sonhado pelo habitante do interior do Amazonas, o governo de Jair Bolsonaro, segundo o deputado Marcelo Ramos, vem promovendo através do Ministério da Infraestrutura, o maior desmonte da história dos portos da região interiorana.

“Governo anteriores construíram 44 portos no interior e agora são desmontados pela política  do ministério da Infraestrutura com a retirada de todos os funcionários de suas bases de trabalho e não-pagamento dos contratos de manutenção”, denunciou. 

De acordo com o parlamentar, entre os portos atingidos pelo processo de desmanche sob a batuta do Ministério da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, estão os de Nova Olinda, Santa Isabel do Rio Negro, Canutama, Coari e de Itacoatiara.

“A continuar com essa política nefasta de desmonte do governo em seis meses teremos a metade dos portos do interior do Amazonas fora de operação. Para que o Brasil avance é preciso que o Amazonas avance junto. Não há Brasil Sem Amazonas. O Brasil sem o Amazonas é menos Brasil”, defende Marcelo Ramos, que aprofundou ainda mais duas críticas a Tarcísio Gomes de Freitas:

“No final de fevereiro, Tarcísio Gomes de Freitas esteve na Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado onde apresentou um plano de trabalho até que se entende até o final do governo, 2022. Nem uma ação para o estado do Amazonas. Nem aeroporto, nem um porto, nenhuma estrada, nem um real de investimento no estado do Amazonas que tanto precisa de infraestrutura”, ressaltou.

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Alfredo dispara contra ministro

O presidente do PR, Alfredo Nascimento, classificou irresponsável o desmanche da estrutura portuária do Amazonas promovido pelo Ministério da Infraestrutura, que promoveu demissão em massa nos 44 portos do interior e suspendeu os pagamentos dos contratos de manutenção. Como consequência, a operação de embarque e desembarque já foi desativada em sete portos.

“E se o Governo não reverter as medidas, todos os 44 portos do Amazonas estarão fechados ainda neste ano”, garantiu Alfredo Nascimento.