Dez pessoas foram presas na Alemanha sob a suspeita planejarem um ataque terrorista no país. Em comunicado, a promotoria alemã contou que o grupo usaria carros e armas com o objetivo de matar um grande número de “infiéis”.

“Para preparar o ataque, eles já tinham feito contato com diferentes traficantes de armas, alugado um grande veículo e arrecadado os recursos financeiros para comprar as pistolas e executar os assassinatos planejados”, escreveram as autoridades alemãs.

Os suspeitos, que têm idades entre 20 e 42 anos, foram detidos nesta sexta-feira, 22, em uma operação policial nos arredores de Frankfurt, segundo promotores. Alguns deles são cidadãos alemães e não foram informados detalhes sobre outras nacionalidades.

Os mentores do atentado seriam um homem de 21 anos morador de Offenbach, cidade próxima a Frankfurt, e dois irmãos de 31 anos que vivem em Wiesbaden. A dupla seria associada à comunidade islâmica Salafista.

O salafismo é uma corrente conservadora sunita. Os seus seguidores interpretam o Corão literalmente, inspirando-se na forma como o profeta Maomé e os seus sucessores imediatos viveram o islamismo. Essa facção religiosa é um terreno fértil para uma contracultura extremista, que tem se desenvolvido em várias cidades alemãs, em muitos casos clandestinamente.

Nenhum advogado dos acusados se manifestou até o momento. A polícia apreendeu 20.000 euros em espécie, várias facas, pequenas quantidades de drogas e vários documentos e aparelhos eletrônicos durante a batida. Mais de 200 profissionais estavam envolvidos nas buscas.

Alvo do terrorismo

A Alemanha foi palco de alguns atentados terroristas de motivação religiosa nos últimos anos. O último foi na cidade de Colônia, em outubro de 2018, quando um homem invadiu uma farmácia e fez um refém. 

Quatro pessoas ficaram feridas, inclusive o agressor. Ele alegou pertencer ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI) e carregava consigo um líquido inflamável e vários cilindros de gás. O documento de identidade de uma pessoa nascida na Síria em 1963 foi encontrado no local do ataque. 

Entre os casos de terrorismo registrados recentemente, o mais grave aconteceu em dezembro de 2016, quando um tunisiano de 23 anos, Anis Amri, matou 12 pessoas em Berlim.

Nos últimos meses, aeroportos da Alemanha estão em alerta máximo contra o terrorismo depois que um grupo de homens foi visto vigiando o aeroporto de Stuttgart. Eles tiravam fotos do terminal e das pistas do local.

Detalhes da ameaça, incluindo identidades e a comunicação entre o grupo, foram repassados para a polícia alemã pelo serviço secreto do Marrocos, segundo a imprensa local. Dois dos investigados são pai e filho e foram flagrados pelas câmeras de segurança fazendo registros pelo aeroporto, desaparecendo momentos antes de a polícia chegar.

(Veja)