Câmeras de segurança de uma lanchonete flagraram o policial militar Augusto César Lima Santana, do 9º BPM (Rocha Miranda) arrastando uma funcionária pelo chão, puxando-a pelos cabelos e agredindo-a com coronhadas na cabeça. Conhecido como Tito, o PM também chutou a jovem na madrugada da quinta-feira (21).

Policiais da Corregedoria da Polícia Militar estiveram na manhã da quinta-feira no Núbia Lanches, na Rua Mandina, em Curicica, Jacarepaguá. Eles convidaram a comerciante agredida, Liz Pacheco, de 24 anos, a comparecer à 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) para prestar depoimento sobre as agressões sofridas. A agressão foi causada após um desentendimento em relação à entrega de um sanduíche.

Segundo Liz, os agentes concordaram com o pedido de não ficar frente a frente com o acusado de agressão na corregedoria, para onde o PM foi levado preso.

— A mulher dele ligou dizendo que havíamos errado de sanduíche. Tentei explicar a ela que o sanduíche levava molho. Tudo que eu dizia, ela repetia para alguém que estava do lado dela no telefone. De repente, o policial pegou o aparelho e começou a me xingar, a me chamar de piranha, de ignorante — relata.

Durante a agressão, o policial manteve a arma em punho. Após a agressão, Liz foi levada ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Ela precisou levar três pontos na cabeça e teve escoriações pelo corpo. Ela contou que o motivo de tanta violência por parte do policial se deu por causa de um sanduíche chamado Barbie Bacon. Segundo ela, o molho barbecue, motivo da reclamação, faz parte do sanduíche.

Na sequência, segundo a vítima, o PM exige um novo sanduíche, que saiu para a entrega, pelo telefone.

— Ele quis um outro sanduíche, mas eu disse que não iria mandar porque ele estava me agredindo verbalmente. Acabei cedendo e mandei um motoboy entregar o hambúrguer na casa dele, no Recreio. Mas o policial chegou aqui antes de o motoboy chegar lá. Ele perguntou “quem é a piranha que falou no telefone?”. Eu me identifiquei e levei um tapa na cara. Depois, corri para fechar a porta do balcão e levei mais um tapa na cara. Ele me puxou pelos cabelos, me arrastou pelo salão, me deu coronhadas na cabeça chutou muito minhas costelas. Estou com o corpo todo doído. Levei três pontos na cabeça. Ele é um monstro espero que não saia da prisão tão cedo – contou Liz.

A comerciante disse ainda que o policial percebeu que havia câmeras no estabelecimento e ameaçou dizendo que se imagens suas aparecessem em algum lugar explodiria a cabeça de todos os que estavam ali e que jogaria uma granada na lanchonete.

A preocupação da família foi divulgar as imagens o mais rapidamente possível para que as autoridades prendessem o agressor. Diante das ameaças, no entanto, a família pensa em fechar o comércio que tem 13 anos no bairro de Curicica. (extra.globo.com)