O Amazonas cumpre metas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para ser área livre de febre aftosa, com a tendência de encerrar o ciclo de vacinação do rebanho bovino ou bubalino até 2023. Mas antes disso, de acordo com o vereador Tião Teixeira (PTB), os pecuaristas precisam fazer o dever de casa: manter o gado vacinado.

Em pronunciamento na segunda-feira, 18, o presidente da Comissão de Setor Primário, Abastecimento e Políticas Rurais na Câmara Municipal de Parintins ressaltou a 1ª Etapa da Campanha Contra Febre Aftosa, em vigência de 15 de março à 30 de abril, com notificação de vacinação na Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) até 15 de maio.

Conforme Tião Teixeira, a partir de 2019, o Estado é reconhecido área livre de febre aftosa, com vacinação, pela Organização Mundial de Saúde Animal. “Essa certificação abriu o mercado para os criadores do Amazonas exportarem gado para outros estados. Desde a incidência de foco de febre aftosa em Careiro da Várzea, em 2004, o Estado amargou prejuízos econômicos na pecuária”, explica.

Segundo o parlamentar, o Amazonas ficou impedido de vender ou transportar qualquer animal ao Brasil e ao exterior por 14 anos. “Agora, nossa responsabilidade é muito maior para o Amazonas se tornar área livre de febre aftosa, sem necessidade de vacinação. O maior parceiro nessa caminhada são os criadores, que mantém o gado vacinado e notificam a Adaf”, declarou.

Junto com o presidente da Câmara, Telo Pinto (PSDB), e o vereador Afonso Caburi (PTB), Tião Teixeira participou da abertura da 1ª etapa da campanha, na Adaf, no dia 15 de março. “O reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa é uma conquista dos envolvidos nessa cadeia produtiva, seja governo ou produtor. É muito importante todos estarem cientes de suas obrigações para o crescimento da nossa pecuária”, frisa.