As autoridades italianas salvaram, ontem (21/03), 51 estudantes que foram feitos reféns na região de Milão, no norte do país. O próprio motorista sequestrou o grupo e incendiou o veículo, por causas ainda não confirmadas. De acordo com jornais locais, o autor do atentado gritou: “precisamos parar com as mortes no Mediterrâneo” durante a ação.

“É um milagre, poderia ter sido um massacre. As autoridades agiram de forma excepcional, bloquearam o ônibus e salvaram todas as crianças”, explicou o promotor de Milão, Francesco Greco, que não exclui a possibilidade de um ataque terrorista.

Os 51 estudantes, todos do ensino médio, retornavam de uma excursão com três acompanhantes adultos quando o motorista de repente mudou de direção em San Donato Milanese e fez os passageiros reféns.

“Ninguém vai sair daqui vivo”, afirmou, de acordo com várias crianças.

Com duas latas de gasolina e um isqueiro, ameaçou os alunos, tomou seus celulares e as amarrou com cabos elétricos às cadeiras do meio.

Uma das crianças conseguiu ligar para os pais, que informaram autoridades policiais, que conseguiram alcançar o local a tempo de bloquear o ônibus e quebrar as janelas traseiras para tirar os passageiros antes que o veículo fosse invadido pelas chamas.

Uma dúzia de crianças e dois adultos foram levados ao hospital por leve intoxicação pela fumaça. O motorista, que foi preso e hospitalizado com queimaduras nas mãos, tem 47 anos e é de origem senegalesa, mas possui nacionalidade italiana há 17 anos.

O homem foi acusado pela Justiça de sequestro e tentativa de massacre para fins de terrorismo. “O Ministério do Interior trabalha para determinar se pode retirar a sua cidadania italiana”, informaram fontes ministeriais.

(VEJA)