Ila Fernandes, deu entrada na última quinta na Maternidade Balbina Mestrinho (Montagem Fato Amazônico)

A morte de Ila Arantes Fernandes, de 35 anos, natural de Fonte Boa (a 678 km da capital) e de sua bebê que ela esperava, do sexo feminino que morreram durante a realização do parto na Maternidade Estadual Balbina Mestrinho, localizada na Rua Duque de Caxias, na Praça 14 de Janeiro, na Zona Sul de Manaus, serão investigadas por policiais do 1º Distrito Integrado de Polícia, onde houve o registro de negligência médica.

De acordo com Fábio Viana Barbosa, esposo da vítima, ela mesmo com sangramentos, esperou mais de 24 horas para ser conduzida a uma sala de cirurgia na maternidade. Ila e a filha morreram horas depois do parto.

O esposo disse que sua mulher deu entrada na maternidade na noite da última quinta-feira (14), acompanhada da sogra, mas o parto foi realizado somente na tarde de sábado (16), após a paciente sofrer com intensas dores.

“Por volta das 22h, eu liguei para a minha mãe, aí ela [vítima] disse: ‘Me deram medicamento aqui, mas a dor não passa’. Eu disse: ‘Você ainda está aí? Não te atenderam?’. E ela disse que não, ainda estava sangrando”, declarou Fábio Viana, voltando a informar que a esposa deu entrada às 23h30 de quinta-feira, no primeiro momento não tinha leito, e ela foi medicada somente às 16h de sexta-feira, na recepção da maternidade.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra que Fábio Viana, ao ser informado da morte da esposa e filha protestou na recepção da maternidade e foi agredido pelos vigilantes da Balbina Mestrinho.

Susam

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que a mulher apresentava gravidez de 34 semanas, sem sinais de gravidade, mas que foi monitorada por ameaça de parto prematuro. No sábado (16), houve um descolamento prematuro de placenta e, durante uma cesariana realizada, foi constatada a morte fetal.

Ainda segundo o comunicado, após o procedimento, a paciente foi encaminhada à UTI por conta de uma hemorragia, mas morreu depois de sofrer três paradas cardiorrespiratórias.

Corpos liberados

De acordo familiares de Ila Fernandes e Beatriz, como se chamaria a filha da vítima, assim que as duas morreram a direção da maternidade queria tratar logo do enterro de mãe e filha, mas o delegado Daniel Bindá, do 1º DIP, solicitou que fosse feito exames de necropsia no corpo das duas e elas foram removidas para o Instituto Médico Legal.

Por volta das 18h deste domingo (17), os corpos foram liberados e foram levados para o bairro Parque São Pedro. Nesta segunda-feira (18) mãe e filha seguem para o município de Fonte Boa.