Manaus é a quarta capital brasileira a ser contemplada pelo projeto Regula+Brasil, ação do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde, desenvolvido pelo Hospital Sírio-Libanês em parceria com os municípios brasileiros.

No final da tarde de sexta-feira, 12/4, a secretária municipal de Saúde, em exercício, Adriana Elias, recebeu os coordenadores do Projeto Regula+Brasil, Rodrigo Wilson de Souza e Marcus Zuanazzi. “Estamos definindo ações conjuntas e de articulação para a implantação na rede municipal de saúde, já a partir do mês de maio”, explicou.

Segundo os coordenadores, a implementação desse projeto resultará em maior qualificação dos processos de regulação, o que deverá assegurar maior resolutividade nos serviços oferecidos na Atenção Primária do município. A ação deverá permitir a expansão do programa de Telessaúde Brasil Redes do MS, com foco na telerregulação.

O Regula+Brasil já está em funcionamento em Porto Alegre, Belo Horizonte e Distrito Federal. Segundo os coordenadores, Rodrigo de Souza e Marcos Zuanazzi, existe a previsão, até o fim do primeiro semestre de 2019, do lançamento e da implementação do projeto no Estado do Amazonas. 

Regulação e resolutividade

De acordo com o projeto, o paciente que necessita do encaminhamento especializado passa de imediato por uma avaliação feita por uma equipe de médicos que participam do núcleo remoto de regulação. Esses profissionais, de forma integrada a uma rede de Telemedicina, avaliam, baseados em protocolos, o caso do paciente, com o objetivo de acelerar o processo de direcionamento às unidades de saúde especializadas.

A ação permite, ainda, que os médicos do núcleo remoto de regulação, em caso de dúvidas sobre o encaminhamento do paciente, entrem em contato com o profissional da Unidade Básica de Saúde (UBS) para reavaliar o caso. A medida vai evitar que o paciente seja encaminhado de forma desnecessária a especialistas, além de reduzir filas de espera no atendimento. A ação aumenta ainda a taxa de resolução na própria unidade de saúde e ajuda a capacitar os médicos das UBSs, a partir da discussão de casos.