O desembargador Elci Simões recepcionou, sexta-feira, 12, os argumentos da Procuradoria Geral do Estado e proibiu com expedição de medida liminar a realização da greve marcada para esta segunda-feira, 15.

Não adiantou e a greve foi mantida.

A sinalização mais visível foram as ruas do centro comercial de Manaus ocupada por centenas de professores da rede estadual de ensino.

A Praça da Polícia Militar (Heliodoro Balbi), palco dos grandes movimentos populares, ficou encharcada não só pela forte chuva mas, sobretudo, pelo clamor da categoria que reivindica reajuste salarial de 15%.

De acordo com o comando de greve, ainda na tarde de hoje novas decisões serão adotadas para o restante da semana.

O calendário de ações será definido em assembleias setoriais.

O movimento foi pacífico e contou com forte adesão popular.

Nota do Governo

Em nota divulgada na tarde desta segunda-feira o Governo do Amazonas informa que tem se mantido aberto ao diálogo com os representantes dos servidores da área de educação e afirma que nas negociações com a categoria em janeiro honrou com o pagamento de 9,38% da data-base de 2016, tem apresentado propostas e possibilidades do Estado em relação às reivindicações dos trabalhadores da educação e já assegurou a eles o pagamento de 3,93% referente à data-base de 2019, assim como fez com os servidores da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e delegados da Polícia Civil.

Em razão da situação fiscal do Estado, a Lei de Responsabilidade Fiscal limita a reposição da data-base ao índice de inflação acumulado nos últimos 12 meses, impedindo a oferta de percentuais maiores de reajuste.

Para os trabalhadores da educação, além do cumprimento da data-base, o Estado apresentou a proposta de pagamento das progressões horizontais por tempo de serviço, garantindo mais 2% de reajuste para 22 mil profissionais da educação. Além disso, propôs o pagamento das progressões verticais por qualificação que podem representar ganhos de 12%, 50% e 55%. As duas propostas foram apresentadas como uma alternativa para garantir ganhos reais aos servidores da educação.