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A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) realizou Sessão Especial ontem (21), no plenário Ruy Araújo, para celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado no dia 20 de novembro no país. De autoria dos deputados José Ricardo (PT), Luiz Castro (Rede) e Alessandra Campêlo (PMDB), a Sessão foi aberta pelo deputado estadual Belarmino Lins (Pros).

Lideranças reconhecidas pela atuação no combate ao racismo e na promoção da igualdade racial em Manaus foram homenageadas durante a Sessão em homenagem a um dos maiores símbolos da resistência negra a escravidão, à época do Brasil colonial, o líder negro “Zumbi”, que morreu no dia 20 de novembro de 1695.

Uma placa foi entregue ao presidente da Associação de Capoeira Arte Revelação, Juzinei da Silva Valente e Certificados de Honra ao Mérito a nove personalidades indicadas pelos três deputados, que atuam na causa.

Na ocasião, o coordenador geral de Articulação Amazonense dos Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro de Matrizes Africanas (Aratram), Alberto Jorge Silva, cobrou do governo o cumprimento da resolução 009/2014 do Ministério Público Federal, que na ocasião deu prazo de 60 dias para tomar medidas cabíveis nos crimes de intolerância.

Segundo Alberto Jorge, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sejusc) até a presente data não cumpriu o determinado. “Irei ao MPF dizer que o governo do Amazonas não cumpriu a recomendação e que os crimes de intolerância sejam por homofobia, ódio religioso ainda continuam sendo tratados como briga de vizinhos”, disse.

Mais ações

 

Os autores da proposta reconhecem que muitas ações precisam ser feitas para que a data seja de comemorações. A deputada Alessandra Campêlo disse que os números da violência são grandes, principalmente contra a mulher negra, que tem duas vezes mais chances de serem assassinadas do que as brancas. “Ser mulher negra é motivo de perigo”, assinalou.

Na opinião de José Ricardo, os avanços ainda são tímidos, até para fazer uma manifestação, as dificuldades são muitas. “O deputado acredita que a data tem sido um dia de reflexão sobre a história do Brasil, com mais de 300 anos de escravidão negra, mas que é preciso trabalhar ainda mais para diminuir cada vez mais o preconceito racial”, frisou.

Por sua vez, Luiz Castro disse que pelo fato Brasil ser formado por um contingente de misturas de raças, etnias e culturas de várias origens do mundo não cabe o racismo. “Tem havido algumas mudanças, mais ainda muito lentas; ainda existem pessoas contra a cota racial, quando elas ainda são necessárias por algum tempo”, sintetizou.

A Sessão encerrou com apresentações culturais das religiões de matrizes africanas e dança de capoeira.

 


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