O advogado Abdalla Sahdo Júnior e a advogada Maria das Graças Carvalho Monteiro, estiveram reunidos ontem com o conselheiro Gilberto Valente Martins, do Conselho Nacional de Justiça, responsável pela correição no Tribunal de Justiça do Amazonas, onde pediram providências contra a juíza Careen Aguiar Fernandes, da 7ª Vara Criminal e de Coari, onde de acordo com denúncias ela atua negativamente segurando processos do prefeito Adail Pinheiro, denunciado como chefe de uma quadrilha de rede de pedofilia no município.

Ao conselheiro, indicado pelo CNJ, para fazer uma minuciosa varredura nos processos que dormitam há anos nas prateleiras do Tribunal de Justiça, Abdalla e Graça Monteiro, entregaram vasta documentação que revelam o desbordo para o crime de prevaricação, que representam os tenebrosos procedimentos contra a legalidade e à pessoa dos réus da “Operação Gaia”, mantidos presos há noves meses por Careen Aguiar, um deles o taxista Elias Fernandes Carvalho, portador de diabetes, herdeiro de terras griladas por imobiliárias com aval da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que mesmo com decisão do CNJ, determinando a suspensão das matrículas da área, nada fez, e os donos das terras foram transformados, pela juíza Careen de denunciante a réu.

O taxista Elias Carvalho, pediu a domiciliar, Careen, negou e ele perdeu a perna esquerda

Para demonstrar os atos tenebrosos da juíza, Adablla, disse a Gilberto Valente, que a doença do taxista, se agravou e mesmo ele tendo ingressado com pedido de prisão domiciliar por várias vezes, estes foram negados por Careen Aguiar, e este foi mantido por ela no Hospital de Custódia da Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa e acabou tendo a perna esquerda amputada e perdeu parcialmente a visão. Hospital este, que de acordo com o advogado foi condenado em visita do CNJ a Manaus, que determinou a desativação do mesmo.

Addalla e Graça Monteiro, na documentação entregue ao conselheiro, falam da morosidade do corregedor do Tribunal de Justiça do Amazonas, desembargador Yedo Simões, a quem foi feita a denúncia contra os atos tenebrosos de Careen Aguiar, e pedido a correição nos processos da “Operação Gaia”, mas os autos há cerca de quase dois meses continuam parados, sem uma resposta.

Na vasta documentação em anexo entregue ao conselheiro, Abdalla, mostra que páginas desapareceram dos autos do processo da “Operação Gaia” entre outas ilegalidades cometidas pela juíza, mas mesmo assim o corregedor Yedo Simões, com quem está a denúncia contra a juíza, não determinou a correição.

Abadalla, disse a Gilberto Valente, que outro fato estranho nos autos do processo, foi a realização da audiência de instrução de julgamento, quando a juíza Careen Aguiar, mesmo sabendo que dois réus tinham advogados nos autos, nomeou advogados dativos, sem falar que ela não citou o escritório do advogado Félix Valois nem sua cliente, que é acusada nos processo, e no lugar dos advogados de sua banca, nomeou outros.

Corregedoria inerte

O advogado disse ao conselheiro que todos os atos tenebrosos da juíza, já foram denunciados ao Tribunal de Justiça e a Corregedoria, que não está sendo diligente, abalizando as ilegalidades, como o excesso de presos das prisões dos réus que há noves meses são mantidos por Careen Aguiar e pelo desembargador Rafael de Araújo Romano, vice-presidente do TJ, na cadeia.

“Eles já soltaram traficantes, homicidas, assaltantes e outros, mas estranhamente mantém todos os acusados da operação presos”, disse Adballa, que na documentação entregue ao conselheiro Gilberto Valente, demonstra que Rafael Romano, já foi denunciado no CNJ, chegou a dizer em um acórdão “que a caneta do advogado é pior que a arma de um bandido” e ainda publicou nota no site do Tribunal de Justiça, quando chamou a advogada Syrslane Navegante, e todos da operação de bandidos, quando demonstrou sua parcialidade e ainda não se julgou suspeito nos autos e estranhamente continua julgando todos os habeas corpus impetrados pelos réus da operação como se nada tivesse acontecido.

Ainda contra Careen, foi mostrado que ela é a mesma juíza do rumoroso “Caso Ferrugem”, quando um empresário foi morto numa ação da Polícia Civil, em Presidente Figueiredo.

Abdalla, mostrou que a juíza Careen Aguiar, da 7ª Vara Criminal de Manaus, é hoje de Coari, onde atua de maneira suspeita numa pilha de processos contra o prefeito Adail Pinheiro, denunciado por comandar uma rede de pedofilia no município.

O advogado lembrou ao conselheiro Gilberto Valente, que Careen Aguiar, juntamente com outros juízes amazonenses foram investigados em um Procedimento de Controle Administrativo (PCA) pelo Conselho Nacional de Justiça por grave falta funcional e flagrante incompetência para apreciar pedido de alteração do valor do repasse do Fundo Constitucional dos Municípios (FPM).