Acusados de matar a menina Grazielly vão a júri popular na próxima terça-feira, em Autazes - Fato Amazônico


Acusados de matar a menina Grazielly vão a júri popular na próxima terça-feira, em Autazes

O Conselho de Sentença da Vara Única da Comarca de Autazes julga na terça-feira (16), no Fórum Desembargador Aristófanes Bezerra de Castro, os três acusados da morte da menina Grazielly dos Santos Costa, crime ocorrido em junho de 2015, naquele município (distante 118 quilômetros de Manaus).

A sessão do júri será presidida pelo juiz Cid da Veiga Soares Júnior, titular da Vara Única da Comarca de Autazes. O julgamento deveria ter ocorrido em novembro do ano passado, mas a Justiça precisou remacar a sessão em virtude da ausência de duas testemunhas.

São réus no processo (Ação Penal 0000298-51.2015.8.04.2500) os irmãos Gilbervan de Jesus Elói e Gilbermilson de Jesus Elói, além de Gilmara França de Souza (companheira de Gilbervan). Os três estão presos desde a época do crime, em Manaus, e serão encaminhados no dia do Júri para o Fórum de Autazes.

Gilmara França, madrasta da menina Grazielly dos Santos é suspeita de envolvimento no crime

A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público com base no inquérito policial, sendo imputado a eles os crimes previstos nos art. 121, parágrafo 2º, incisos I, III e IV, combinados com art. 61, inciso II, alíneas “e” e “h”, e art. 211 combinado com art. 61, alíneas “a”, “b” e “h”, em concurso material, todos do Código Penal Brasileiro.

De acordo com o inquérito policial que serviu de base para a denúncia do MP, a motivação do crime teria sido o fato de Gilbervan não reconhecer Grazielly como filha, o que levou a mãe da criança, com quem ele tivera um relacionamento, a ingressar com ação de investigação de paternidade para garantir o pagamento da respectiva pensão alimentícia.

Relembre o caso
Grazielly desapareceu quando estava a caminho da escola. Segundo a família, a mãe da menina a levava todos os dias, porém, no dia 17 de junho o irmão mais novo estava com febre a mãe não pôde levá-la. O corpo da menina foi encontrado dois dias depois no Ramal da Tumbira, situado na Zona Rural da cidade de Autazes, a 108 km da capital.

De acordo com a Polícia Civil, o corpo da estudante estava em avançado estado de decomposição. Um laudo preliminar divulgado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Manaus apontou que Grazielly foi asfixiada.