O ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, que teve na última terça-feira (24) sua pena por exploração sexual de menores extinta pelo juiz Luís Carlos Valois, da Vara de Execuções, 24 horas depois de se manifestar através de uma "carta aberta aos amazonenses" onde disse uma frase que chamou atenção: “Me aguarde Coari. Estou chegando”, garantiu em nova postagem no Facebook que não pretende voltar à política.

Mas apesar de dar esta declaração em sua página no Facebook, Adail Pinheiro postou várias realizações de sua administração como prefeito de Coari, uma delas foi por meio de um vídeo postado no último dia 25 deste mês onde diz “Veja como era o Natal em Coari Adail”, mostrando a festa do "Alto de Natal de Coari" em 2013. Para quem não tem mais pretensões políticas as postagens deixam a entender algo bem diferente.

De acordo com o ex-prefeito, quando ele diz “me aguarde” não se referiu a volta para a política, mas para sua casa e para perto de seus amigos.

Em sua nova postagem, Adail Pinheiro disse que não é político e sim uma pessoa comum. “Não aceitei ser prefeito de minha cidade para fazer carreira. Queria somente ajudar Coari a crescer como o fiz e disto tenho muito orgulho”, diz o ex-prefeito, afirmando em parte da carta que não sabe jogar os jogos de poder. “Sou uma pessoa comum. E não tenho a cara de pau de ignorar tudo o que aconteceu. Meu povo e minha família não merecem mais estar nesse palco”, acrescenta.

Leia na integra a postagem

Há pouco, recebi um e-mail. Nele um jornalista local muito respeitado me pergunta se, diante deste novo momento que vivo, pretendo voltar para a política. Foi a frase “Me aguarde Coari. Estou chegando”, da Carta Aberta que despertou essa curiosidade nele.

Faço questão de responder em público para que não restem dúvidas. NÃO PRETENDO VOLTAR PARA A POLÍTICA.

Não sou político, sou uma pessoa comum. Não aceitei ser prefeito de minha cidade para fazer carreira. Queria somente ajudar Coari a crescer como o fiz e disto tenho muito orgulho.

Não sei jogar esses jogos de poder. Sou uma pessoa comum. E não tenho a cara de pau de ignorar tudo o que aconteceu. Meu povo e minha família não merecem mais estar nesse palco.

Há pessoas que me julgam sem ao menos me conhecer de verdade e confesso que isto para mim é motivo de grande tristeza. Mas não os culpo. A imagem que montaram sobre mim é cruel.

Quando digo para me aguardar, é porquê quero voltar para casa, para perto dos amigos e do meu povo, que graças ao trabalho que fiz me tem na memória e no coração.

Quero poder provar que é possível você ser útil e ajudar quem mais precisa sem ter que estar na política.

Vou continuar minha luta quase solitária para provar minha inocência, ainda que seja esta a última missão de minha vida.

Adail Pinheiro