Adoção Irregular preocupa Conselho Tutelar em Parintins - Fato Amazônico

Adoção Irregular preocupa Conselho Tutelar em Parintins

Por Kedson Silva – Parintins 24 Horas – Várias denúncias de adoção irregular de crianças chegam ao Conselho Tutelar de Parintins, em sua grande maioria realizados com crianças com menos de cinco anos de idade. Preocupados com o crescimento da prática irregular na cidade, conselheiros orientam e informam a população sobre os transmites legal para adoção.

A Conselheira Suely Cunha comenta que as pessoas pegam as crianças mais não procuram os órgãos competentes para fazer o processo legal de adoção e se apresentando a defensoria para o termo de guarda, para posteriormente receber à adoção.

A Conselheira Valdemildes Azevedo afirma que na maioria dos casos, outros familiares como avós e tios é que fazem a denuncia e procuram orientação no Conselho. Como as mães não tem conhecimento sobre o processo de adoção, elas entregam seus filhos e as pessoas que recebem essas crianças não procuram informações para ver o que é certo e o que é errado.

Valdemildes Azevedo dispara que isso é muito grave porque a criança é um ser humano, não é um animal. Eu não posso pegar uma criança e dar simplesmente para outra pessoa. Ela diz que o conselho esta sendo procurado pelos avós e tios que querem ficar com a criança e que tem parentesco com ela. Segundo Valdemildes O Conselho Tutelar primeiro identifica esses pais, para verificar o porquê de a mãe ter dado a criança e depois orientamos sobre o processo de doação.

A Conselheira Suely comunica que esse é um risco, porque as mães entregam seus filhos sem que esse adotante passe por um trabalho social, que serve para verificar quem é essa família, quais as condições financeiras e psicológicas desses familiares.

Suely lembra que já atendi situações em que era o homem quem queria a adoção, e a mulher por ser submissa ao homem aceitou, mais ela não tinha amor pela criança. Dessa forma como o marido trabalha, essa criança vai conviver num ambiente sem amor, sem carinho, sem a devida atenção. Ela explica que com a adoção legal os adotantes são trabalhados, recebem as visitas sociais e tem acompanhamento direto, para se verificar se essa família está preparada para receber e conviver com uma criança.

Essas irregularidades são descobertas porque as crianças vão ao médico, precisam frequentar a escola ou viajar e precisam da documentação familiar. Existem casos em que a criança já convive a dois, três, quatro anos com essa família e essa é uma forma que os adotantes irregulares acham para depois apresentar ao Juiz e ter um parecer favorável, alegando que já possui laços de afetividade e que a criança já convive um bom tempo com aquela família, explica Suely Cunha.