Alessandra Campêlo vai buscar acordo com prefeitura sobre a Feira Nova Luz - Fato Amazônico


Alessandra Campêlo vai buscar acordo com prefeitura sobre a Feira Nova Luz

Em Audiência Pública realizada ontem (9), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), sob o comando da deputada estadual Alessandra Campêlo (PMDB), para tratar da situação dos feirantes da Feira Nova Luz, no bairro Jorge Teixeira, na Zona Leste, ficou definido que uma comissão liderada pela parlamentar vai procurar o prefeito Arthur Neto para buscar um acordo de indenização dentro da ação, já que o juiz Cézar Luiz Bandiera, titular da 2ª Vara da Fazenda Pública Municipal, suspendeu a demolição da área.

A iniciativa de demolir a feira é fruto de Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Estadual (MPE), sob a alegação de que os comerciantes e feirantes estariam ocupando o local irregularmente. “A ideia é levar o prefeito ao local para entrar num acordo, já que os feirantes têm direito ao local, que se tornou residência de alguns deles”, disse Alessandra Campelo.

Além das lideranças da feira, participaram da Audiência Pública, realizada no miniplenário Beth Azize, da Aleam, representantes da Subsecretaria Municipal de Abastecimento, Feiras e Mercados (Subsempab) e da Defensoria Pública. Os feirantes se dizem injustiçados e não querem sair do local sem que a prefeitura indenize, ou lhes destine outra área para trabalharem.

O representante dos feirantes, Afranio Simas, disse que o processo impetrado pelo MPE contra a Prefeitura de Manaus prevê apenas a demolição do local que está abandonado e não a relocação dos feirantes.

Segundo Simas, são feirantes e pais de família que trabalham e alguns que moram na área da feira e que precisam ter seus direito garantidos e respeitados, haja vista que há 22 anos estão lá. “Não são invasores, quem autorizou foi o ex-prefeito Eduardo Braga, que pavimentou o local para construção de 120 boxes”, afirmou.

Moradia

O diretor da Subsempab, Raimundo Nonato Souto, disse que a feira se desconfigurou ao longo dos anos e se transformou num local de moradia, dando lugar a alguns empreendimentos como salão de beleza, borracharia e restaurantes. “Hoje o local se encontra no meio da pista de rolamento, com um restaurante construído no meio da rua fechando a esquina”, disse o dirigente, ressaltando que a secretaria não tem autonomia para derrubar a feira, o que pode fazer é ceder um espaço dentro de uma das 44 feiras existentes em Manaus para eles trabalharem.