Deputado Alfredo Nascimento recebendo as bênçãos do pastor Jonatas Câmara, líder da Assembleia de Deus
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Na última sexta-feira, dia 08, o deputado Alfredo Nascimento (PP), 66 anos, o filho “bem-amado” da cidade de Martins, no Rio Grande do Norte, tem empenhado todas as forças de “valente” nordestino na garimpagem votos neste ano eleitoral nos mais ermos e distantes municípios do interior do Amazonas.

Em Iranduba, na companhia inseparável do, também, deputado Silas Câmara, compareceu para inauguração de uma simples fábrica de gelo; em Nhamundá para “inauguração” do porto; em Lábrea para “lançamento” de projetos. enfim.

Na odisseia do judicioso Alfredo Nascimento, apaixonado por uma “buchada de bode” com bastante pimenta do reino – uma das  mais tradicionais e saborosas iguarias do valente povo nordestino -, apareceu neste final de semana ladeado pelo pastor Jonatas Câmara, e líder maior da igreja Assembleia de Deus.

Enquanto ouve as bênçãos do pastor, irmão de Silas Câmara, Alfredo se coloca em posição respeitosa, cabeça baixa e olhos fechados, num gesto de servil humildade, temor e respeito à força do voto da igreja, controlada pela família Câmara.

A informação não é oficial, mas o comentário é de que Alfredo não resistiu ao flamejante calor produzido pelos seguidores da igreja e aceitou segui-la, tornando-se mais um de seu rebanho.

“Hoje, no Dia do Pastor, tive a alegria de participar de uma reunião com lideranças da Igreja Assembleia de Deus. Agradeço a cada um pela amizade e pela recepção no evento. Obrigado aos meus amigos deputado Silas Câmara e Pastor Jonatas Câmara pelo carinho e apreço. Que Deus continue guiando nossos passos”, escreveu, inspirado, Alfredo.

Em abril do ano passado, durante delação premiada, o ex- executivo da Odebrecht, João Antônio Pacífico Ferreira, afirmou que a empresa pagou R$ 200 mil, via caixa dois, para a campanha ao Senado do então ministro dos transportes, Alfredo Nascimento.

Este ano, ele foi convocado para ser ouvido no inquérito instaurado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga o pagamento ‘recursos não contabilizados’  pela Construtora Odebrecht para a campanha eleitoral dele ao Senado, em 2006.

A informação consta  no Ofício nº 1.681/2017 (Petição/STF nº 68.711/2017), publicado no último dia 15 de março, no sistema do tribunal, que pede ainda a prorrogação, por 60 dias, do prazo de permanência dos autos na esfera policial, visando a tomada de declarações.


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