Em Parintins, no Baixo Amazonas, o governador eleito teve mais de 30 mil votos

A eleição de segundo turno realizada, domingo, 28, que elegeu o jornalista Wilson Lima (PSC) governador do Amazonas, terminou com 1.033.954 votos contabilizados em favor do candidato vencedor 733.414 para Amazonino Mendes (PDT).

Desgastado politicamente ao longo de mais de 30 anos de vida pública, com três derrotas no pesado e vasto currículo, Amazonino Mendes, filho de Eirunepé, no Juruá, não conseguiu, sequer, vencer o seu adversário no interior do estado.

A diferença foi pequena – 51.286 de votos em favor de Wilson Lima, mas nos principais colégios eleitorais, como Parintins, Itacoatiara e Manacapuru, por exemplo, sentiu o gostinho intragável da derrota por larga vantagem de voto.

Amazonino Mendes perdeu em 17 municípios, incluindo Manaus, que garantiu ao jovem governador a vitória eleitoral com 300.540 votos de vantagem.

Se por um lado o novo governador, filho do próspero município paraense de Santarém, massacrou nas urnas o visionário Amazonino Mendes, por outro foi impiedosamente moído pelo seu adversário com propaganda difamatória inverídica.

Nem um candidato que nos últimos  30 anos ousou enfrentar Amazonino Mendes em eleição fosse para a prefeitura de Manaus ou para o governo do estado foi tão ultrajado como Wilson Lima.

O radialista Nonato Oliveira pagou caro, Wilson Alecrim e José Cardoso Dutra pagaram caro e não resistiram a execração imposta a eles pelo rival.

Nonato Oliveira foi retirado dos estúdio de televisão de uma emissora local e levado direto para a penitenciária Desembargador Raimundo Vidal Pessoa onde mofou para algumas horas.

Wilson Lima venceu. Não corre risco da execração. Venceu Amazonino Mendes e todas as suas manhas e ardilosa matreirice. Venceu a arrogância, a incúria administrativa e a prepotência  de um político desgastado pela falta de competência de governador o estado que esnoba uma das mais importantes arrecadação dos estados da federação brasileira.