Ano letivo iniciou em Coari para mais de seis mil crianças que estavam fora da sala de aula por falta de merenda e transporte escolar - Fato Amazônico

Ano letivo iniciou em Coari para mais de seis mil crianças que estavam fora da sala de aula por falta de merenda e transporte escolar

O compromisso assumido com o Ministério Público do Estado (MPE-AM) pelo prefeito de Coari, Raimundo Magalhães foi cumprido ontem (05). O Ano Letivo começou para mais de seis mil crianças de cerca de 100 escolas da Zona Rural que estavam sem aula desde o início do ano.

Assim como constatou o Ministério Público do Estado (MPE-AM), em diligência feita no mês passado, pelo próprio Procurador Geral de Justiça do Estado, promotor Fábio Monteiro, o Ano Letivo ainda não havia começado em Coari por falta de merenda nas escolas e transporte escolar para o deslocamento de estudantes e professores.

Segundo declarações dadas à imprensa pelo procurador Fábio Monteiro os catraieiros – proprietários de barcos de pequeno porte – contaram que paralisaram os serviços do transporte escolar de alunos e professores por falta de combustível que deveria ter sido comprado e distribuído pela Prefeitura, e também porque não eram pagos há meses.

Segundo informações da Prefeitura de Coari 10 toneladas de alimentos foram compradas para abastecer as escolas do município. A distribuição da merenda escolar começou na sexta-feira passada, dia 01 de maio, mesmo sendo feriado, e se prolongou pelo final de semana para dar tempo que as aulas começassem hoje.

Os quatro prefeitos que se revezaram, desde o início do ano à frente da Prefeitura do Município apontaram falta de recursos para a compra de merenda escolar e para o pagamento dos serviços de transporte como o principal motivo para o ano letivo não ter iniciado. Professores também alegaram não terem recebido seus salários. Os profissionais da educação foram pagos no dia 30 de abril pelo atual administração do município.

Prefeito fecha parceria com Transpetro

O prefeito de Coari, Raimundo Magalhães, se reuniu ontem (05), em Manaus, com o gerente regional da Transpetro, José Maria de Souza Cruz e o gerente do Terminal do Solimões, Valberto Aires. O encontro teve como objetivo reaproximar a administração do município com a petroleira, que desde a Operação Vorax, ocorrida em 20 maio de 2008, e após os sucessivos escândalos de corrupção envolvendo políticos da cidade de Coari, não havia realizado mais nenhuma parceria com a prefeitura. O distanciamento da petroleira com a prefeitura de Coari chegou a tal ponto que a empresa fechou seu escritório, que funcionava na sede do município.

A primeira visita do prefeito Magalhães à sede regional da Transpetro rendeu uma parceria de apoio logístico, na qual a empresa irá fornecer madeiras e transporte para ajudar o município no atendimento as famílias afetadas pela enchente. O gerente regional José Maria de Souza Cruz se deslocou na tarde de hoje para Coari, onde se reunirá com os secretários de Obras e Defesa Civil para definir detalhes da parceria.

A Transpetro acenou positivamente ainda com a possibilidade de outra parceria com a Prefeitura de Coari, desta vez para que sejam realizadas obras de infraestrutura no aeroporto da cidade, possibilitando a operação da Total Linhas Aéreas, empresa de aviação que presta serviço a Transpetro nos trechos Urucu-Manaus.