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O prefeito Arthur Neto (PSDB) foi inflexível ao ser indagado  nesta sexta-feira (25), em Manaus, por jornalistas a respeito do movimento dos caminhoneiros paralisados há cinco dias em protesto ao preço do óleo diesel.

“Isso não é movimento. Isso é banditismo. Estivesse, eu, perto do presidente Temer teria dito a ele: o nocaute que derrubou João Goulart e que derrubou Salvador Allende e já foi um movimento quase letal para outros governos, a gente responde com o Exército nas ruas e colocando para trabalhar pessoas que tem obrigação de trabalhar”.

Arthur Neto, que período de chumbo da ditadura militar, ainda muito jovem estudante da Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro, gritava contra a intransigência e a intolerância ditada pelos generais, foi mais além de completou: “70% dos envolvidos nesse movimento são patrões,  donos das grades empresas de transportes de cargas. Apenas 3% aderiram ao movimento. Eu no lugar do presidente teria acionado o Exército e essa brincadeira não duraria nem 12 horas”.

As declarações do prefeito Arthur Neto foram dadas por ocasião do Acordo de Cooperação Técnica com o Ministério das Cidades e a Secretaria do Patrimônio da União no Amazonas (SPU-AM) para regularização fundiária de cinco mil famílias na Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste de Manaus.

Arthur Neto, conforme declarou é a favor do estado de emergência – mecanismo jurídico considerado por ele necessário para debelar a crise instalada no país com o movimento dos caminhoneiros e afastar a ganância compulsiva dos especuladores que só pensam o seu ganho e no seu bolso e não  nas prateleiras vazias. Não teria a menor contemplação de jogar o Exército nas ruas com muita rapidez”.

Habitação

Mais cinco mil famílias que residem na Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste, receberão, nos próximos dias, o documento de Registro de Imóveis, por meio do Acordo de Cooperação Técnica, assinado nesta sexta-feira, 25/5, pela Prefeitura de Manaus, Ministério das Cidades e a Secretaria do Patrimônio da União no Amazonas (SPU-AM). Agora, essas pessoas passam a ter suas moradias regularizadas e poderão buscar, inclusive, financiamento em bancos, dando os imóveis como garantia, além de outras facilidades.

“É um momento histórico, sobretudo pela trajetória de luta dos moradores da Colônia, que por muito tempo sofreram com o preconceito. Essas pessoas agora são, de fato e de direito, donas de suas casas. É mais dignidade, segurança e reconhecimento para quem realmente precisa e me sinto muito honrado em poder realizar essa ação”, disse emocionado o prefeito Arthur Virgílio Neto, acompanhado pela primeira-dama e presidente do Fundo Manaus Solidária, Elisabeth Valeiko.

O Ministro afirmou que Manaus integra um grande programa de regularização fundiária que vai beneficiar 100 mil famílias este ano. “É o maior número realizado em toda a história do nosso país. Por isso, estamos muito felizes em contribuir e perceber a competência da Prefeitura de Manaus e o empenho do prefeito Arthur Neto para celebrar esse sonho da casa própria”, disse Baldy.

Aproveitando a presença do ministro das Cidades, o deputado federal Arthur Bisneto, pediu ajuda ao governo federal para que Manaus continue avançando na redução da busca por moradia. “Nós precisamos muito desse apoio, porque o déficit habitacional no Amazonas e em Manaus é muito grande. O prefeito Arthur tem feito muito, mas com apoio pode fazer ainda mais”, reforçou.

Manaus é a primeira capital a instrumentalizar os aspectos funcionais da nova lei de regularização fundiária – a Lei Federal 13.465/17 -, que simplificou a emissão de títulos definitivos e registros de imóveis, como explica o subsecretário de Habitação, Arimateia Viana. “Esse trabalho começou muito fortemente ainda no ano passado, quando trouxemos técnicos do Ministério das Cidades para treinar a nossa equipe e que tornou possível essa ampla regularização aqui na Colônia Antônio Aleixo. As famílias vão receber, em breve, em suas residências o aviso para irem ao cartório e retirarem gratuitamente seus registros”, garantiu.


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