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Após seguidas rodadas de negociação infrutíferas com lideranças do sindicato dos Rodoviários e do Sinetram, o prefeito Arthur Virgílio Neto resolveu chutar o “pau da barraca” e partir para o confronto com as duas entidades sindicais.

Na manhã deste sábado, 02, em visita ao Centro Integrado de Controle e Comando (CICC), Zona Centro-Sul, o prefeito desabafou, indignado e ameaçador, contra o paralisação decretada pelo rodoviários que reivindicam melhorias salariais junto ao Sinetram.

“Não haverá aumento de tarifa. Nenhuma greve, nenhuma manifestação, dura para sempre. De minha parte, digo a eles (Sinetram e Rodoviários) com clareza, de que não haverá aumento de tarifa sob nenhuma circunstância”, adverte o prefeito.

Visivelmente irritado com o movimento que já dura quatro dias, Arthur Neto destacou que não tem medido esforços para encontrar o melhor entendimento para o impasse criado pelas duas entidades de classe e adverte: “essa é uma greve ilegal e imoral.O meu interesse será sempre o interesse do povo de Manaus”, destaca o prefeito com nítida advertência às duas categorias de que aumento de tarifa é uma possibilidade descartada.

Para entender

A paralisação do sistema de transporte coletivo tem ocorrido mesmo após  decisões do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) e do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 11ª Região, publicadas na quinta-feira (31), que determinam que 60% da frota circule e proíbem a obstrução total ou parcial das garagens por parte dos representante dos rodoviários.

A paralisação no transporte coletivo em Manaus iniciou na terça-feira (29), quando apenas 30% dos veículos foram liberados das garagens, por volta das 4h. Os trabalhadores reivindicam melhorias salariais.

A categoria pede reajuste salarial referente à data-base de 2017 e também de 2018. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), que representa as empresas do sistema de transporte coletivo de Manaus, disse que o reajuste máximo possível é de 4%. Os rodoviários reivindicam o repasse do FGTS e INSS.


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