BID investirá 273 milhões de dólares na ampliação da rede pública estadual de educaçao do Amazonas - Fato Amazônico




BID investirá 273 milhões de dólares na ampliação da rede pública estadual de educaçao do Amazonas

Os recursos foram captados pelo Governo do Estado via Secretaria de Estado de Educação (SEDUC) e serão aplicados em ações que, no campo da engenharia, visam ampliar em pelo menos 33 mil novas vagas, a capacidade de atendimento da rede pública estadual de educação do Amazonas e, no campo pedagógico, favorecer a aceleração da aprendizagem por meio da expansão de programas como “Reforço Escolar” e projeto “Avançar”. Os recursos também serão empregados na qualificação profissional da rede de ensino e de assistência técnica pedagógica a professores e escolas.

As ações foram anunciadas nesta quarta-feira (27 de novembro) pelo secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares da Silva, e pelo especialista líder em Educação do BID no Brasil, Marcelo Alfaro.

De acordo com o secretário da SEDUS, Rossieli Silva, por iniciativa do governador Omar Aziz, os recursos foram captados a fim de ampliar a capacidade da rede pública estadual de ensino e, sobretudo, impulsionar a qualidade da educação a partir de investimentos em iniciativas estratégicas. “Assim como estão sendo viabilizados financiamentos com o Governo Federal, o Estado firmou esta parceria com o BID, com metas audaciosas”, apontou o titular da Seduc, afirmando que as ações previstas devem ser executadas num prazo inicial de 18 meses.

Padeam – O repasse de 273 milhões de dólares, pelo BID, será investido no Programa de Aceleração do Desenvolvimento da Educação no Amazonas (Padeam), que segundo Rossieli Silva, possui quatro pilares de investimentos. “O primeiro pilar é na área de infraestrura que prevê a construção de 12 Centros de Educação de Tempo Integral (Cetis) e a transformação (adaptação) de 20 escolas de estrutura comum para estrutura de educação em tempo integral.

O mesmo pilar prevê também a ampliação do programa Ensino Mediado por Tecnologias/Centro de Mídias que levará a educação básica para três mil comunidades rurais do Amazonas, até então desassistidas da oferta de ensino médio e de ensino fundamental (do 6º ao 9º ano)”, informou Rossieli Silva, indicando que estas ações ampliarão em 33 mil novas vagas a capacidade de atendimento da rede pública estadual.

Conforme o secretário, o segundo pilar de investimento é pedagógico. “Nesta linnha de ação estão previstas a expansão do programa “Reforço Escolar” que hoje atende a dois mil estudantes com dificuldades de aprendizagem e passará a atender 80 mil. Também tem como foco a ampliação do projeto “Avançar” que, igualmente, passará a atender 80 mil alunos com defasagem idade-série”, informou o secretário

Elevação dos indicadores educacionais – Segundo Rossieli Silva, no segmento pedagógico de investimentos, o Governo do Estado tem por objetivo a elevação dos indicadores educacionais do Amazonas a partir da ampliação e melhoria sistemática dos serviços empreendidos pela rede estadual de ensino.

Os outros dois pilares estratégicos de investimento objetivarão a qualificação de pessoas e no fortalecimento dos mecanismos de gestão e gerenciamento escolar. “Visando a qualificação técnica das pessoas envolvidas no processo educacional estão previstos a implantação de programa piloto de assistência técnica a professores e assistência a escolas com baixos índices visando a melhoria dos indicadores educacionais do Estado. Já para fortalecer a gestão, sobretudo a gestão das escolas, prevemos a expansão do Sistema de Gestão Escolar do Amazonas (Sigeam), do Sistema de Avaliação do Desempenho de Educação do Amazonas (Sadeam) e a otimização dos processos internos da Secretaria com suas coordenadorias e escolas”, completou o secretário.

BID passa a investir na Educação –Tradicional financiador de programas na área de infraestrutura no país e na América Latina, como por exemplo o Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), a partir do Padeam, o BID passa a investir em projetos na área de Educação.

Conforme o especialista líder em Educação do BID no Brasil, Marcelo Alfaro, a opção por investir no Amazonas não foi feita de forma aleatória. “No campo da Educação, somos conhecedores dos esforços empreendidos pelo Estado que estão resultando na melhoria gradativa dos indicadores regionais de qualidade (como o Ideb) e entendemos que o Amazonas é um case bastante interessante para se apoiar. Avaliamos também que a Seduc é inovadora na forma de levar serviços para o interior do Estado via Centro de Mídias e, portanto, é detentora de um modelo interessante para ser compartilhado com outros países que compartilham dos mesmos desafios”, afirmou Marcelo Alfaro.

O especialista acrescentou que a opção em investir na região norte é parte de um movimento estratégico do BID. “O Banco está mudando seu foco histórico de atuação, que por muito tempo esteve concentrado nas regiões sul e sudeste do país. Pretendemos agora expandir nossa atuação para as regiões norte e nordeste”, apontou Marcelo Alfaro.

Principais projetos previstos para execução

Construção de 12 Centros de Educação de Tempo Integral
Adaptação de 20 escolas (de modelo tradicional) para o modelo de tempo integral
Expansão do programa Ensino Mediado por Tecnologias que contará com novos 560 pontos de recepção em comunidades rurais do Amazonas.
Promoção da capacitação de toda a rede de profissionais da Seduc (a partir da implantação de programa piloto de assistência técnica a professores e de assistência a escolas com baixos índices visando à melhoria dos indicadores educacionais do Estado).
Expansão do programa “Reforço Escolar” (de 2 mil alunos para 80 mil estudantes beneficiados).
Expansão do “Projeto Avançar” que, igualmente, passará a atender 80 mil alunos com defasagem idade-série.
7. Fortalecer os mecanismos de gestão e gerenciamento escolar (por meio da expansão do Sistema de Gestão Escolar do Amazonas-Sigeam; da expansão do Sistema de Avaliação do Desempenho de Educação do Amazonas-Sadeam; da otimização dos Processos Internos da Secretaria com suas coordenadorias e escolas e, também, a viabilização avaliações dos processos e impactos do Programa.