Boatos espallhados na internet atrapalham ação da Polícia Militar em Humaitá - Fato Amazônico




Boatos espallhados na internet atrapalham ação da Polícia Militar em Humaitá

Boatos de que os corpos dos Stef Pinheiro de Souza, Aldeney Ribeiro Salvador e Luciano da Conceição Ferreira Freire, que desapareceram quando trafegavam pela Transamazônica, no dia 16 deste mês, estariam chegando em Humaitá, levou uma multidão ao porto da balsa e deixou o clima na cidade agitado.

“Isso foi causado por boatos que circularam o dia todo nas redes sociais”, disse o major Franciney Bó, do Comando de Policiamento Especializado, que está em Humaitá, informando que outro boato espalhado por pessoas irresponsáveis na cidade foi a de que índios estariam vindo pela Transamazônica, rumo aos municípios de Apuí e Humaitá e mais a comunidade de Santo Antônio do Matupi, tocando fogo em carros e motos, deixou as pessoas assustadas. “Tudo é boato”, acrescentou.

Franciney, disse que apenas em Santo Antônio do Matupi (Distrito de Manicoré), é onde o clima é um pouco tenso. “Estivemos lá e conversamos com a população”, informou.

O major disse que em Humaitá, já foi instalado o Gabinete de Gestão Integrada, coordenado pelo coronel do Exército, Antônio Prado, que está funcionando no 54º Batalhão de Infantaria de Selva, onde estão cerca de 140 alojados.

Os indígenas estariam revoltados com a morte do cacique Ivan Tenharin, fato ocorrido no dia 03 de dezembro na rodovia Transamazônica

“Os índios não foram ao quartel pedir abrigo como foi divulgado, eles já estavam em Humaitá quando houve a manifestação”, afirmou o militar, informando que por ter não competência não adentraram a reserva indígena, onde estariam presos ou mortos Stef Pinheiro de Souza, Aldeney Ribeiro Salvador e Luciano da Conceição Ferreira Freire, que desapareceram quando trafegavam pela Transamazônica.

Para o militar, pessoas se aproveitaram da manifestação realizada por familiares das três pessoas desaparecidas para realizaram atos de vandalismo na cidade. “Tive informações ao chegar aqui que quando os familiares viram que o ato estava se transformando em vandalismo, abandonaram o movimento”, informou.