Paulo Guedes, futuro ministro da Fazenda no governo de Jair Bolsonaro

O presidente eleito Jair Bolsonaro desautorizou hoje qualquer informação sobre o possível plano do seu governo para recriar a CPMF, o chamado imposto do cheque que vigorou no país de 1997 a 2007. Esse imposto cobrava 0,38% sobre qualquer transação financeira da população, como saque do salário.

“Desautorizo informações prestadas junto a mídia por qualquer grupo intitulado “equipe de Bolsonaro” especulando sobre os mais variados assuntos, tais como CPMF, previdência, etc”, escreveu ele no Twitter em referência à reportagem publicada pelo jornal O Globo.

De acordo com a reportagem, a equipe econômica do presidente eleito pretende criar um imposto sobre movimentações financeiras para acabar com a contribuição ao INSS que as empresas recolhem sobre os salários dos funcionários. O novo tributo incidiria sobre todas as operações, como saques e transações bancárias. Apesar da semelhança com a CPMF, a equipe econômica rejeita a comparação e afirma que se trata de uma substituição, não da criação de um novo imposto.

A reportagem afirma que a estimativa da equipe econômica é arrecadar ao menos 275 bilhões por ano.

Esta não é a primeira vez que Bolsonaro desautoriza informações prestadas por membros de sua equipe econômica. Ainda durante a campanha, Paulo Guedes, o futuro ministro da Fazenda, defendeu a recriação da CPMF e de um imposto de renda único de 20% para pessoas físicas e jurídicas, segundo o jornal Folha de S.Paulo. Uma taxa também de 20% incidiria sobre a distribuição de lucros e dividendos.

Após a repercussão negativa, Bolsonaro foi ao Twitter desmentir Paulo Guedes, que adotou silêncio e parou de falar com a imprensa. (veja.com)