A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL) afirmou no sábado, 16, que o presidente Jair Bolsonaro “não pode sair cortando cabeças” e que, se o ministro Gustavo Bebianno for exonerado, “outro membro da equipe” também deveria sair. Provavelmente, ela estava se referindo ao ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, que também é suspeito de patrocinar um esquema de candidaturas laranjas do PSL.

“Não tem cabimento um presidente da República dizer que demitirá uma pessoa passados três dias. As admissões e demissões devem ser decididas e simplesmente comunicadas. Ademais, um líder precisa adotar critérios minimamente claros”, escreveu a deputada, que recebeu mais de 2 milhões de votos nas eleições de 2018, em seu perfil no Twitter.

Ela se refere à informação de que o presidente comunicou Bebianno, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, de que ele será exonerado na segunda-feira, 18. Bebianno tornou-se o centro de uma crise após a revelação da existência de um esquema de candidaturas laranjas do PSL. O partido foi presidido pelo ministro entre janeiro e outubro de 2018. Praticamente na mesma época, Marcel Álvaro era presidente do diretório de Minas.

“Se é verdade que Bebianno está saindo por um eventual envolvimento com as supostas laranjas, outro membro da equipe citado em situação ainda mais problemática deve ser afastado também”, disse Janaina Paschoal.  “Uma vez mais, não estou defendendo ou acusando quem quer que seja, estou preocupada com o engessamento de um país que já não aguenta mais. Crises, por força de questões substanciais, infelizmente, já fazem parte de nossa história. Crise por falta de definição não pode haver”, completou ela. (veja.com)