Após passar quatro dias em Davos, na Suíça, participando do Fórum Econômico Mundial, o presidente Jair Bolsonaro desembarca hoje em Brasília para encarar assuntos que ficaram pendentes durante o tempo em que esteve longe.

A expectativa é de que ele feche com a equipe econômica pelo menos parte do texto da reforma da Previdência, que vai ser encaminhada ao Congresso na volta do recesso.

A questão da reforma para os militares ainda é motivo de polêmica em Brasília. A equipe econômica defende uma proposta única que atinja a todas as categorias.

O vice-presidente, Hamilton Mourão, no entanto, avalia que o mais sensato, seria deixar a categoria para um segundo momento. As regras para os militares não estão na Constituição, com isso podem ser alteradas via projeto de lei, instrumento que é mais fácil de aprovar, uma vez que necessita de menos votos no Congresso que uma proposta de emenda à Constituição.

Quem vai bater o martelo, no entanto, é o presidente Jair Bolsonaro. Em meio à discussão em torno da redução do tamanho da máquina, da redução do número de estatais que foi uma promessa de campanha, o vice Hamilton Mourão afirmou que, pelo menos por enquanto, não há que se falar, por exemplo, na privatização dos Correios.

No ano passado, a estatal conseguiu praticamente zerar o déficit acumulado durante os governos petistas. No pacote de medidas para os 100 primeiros dias do governo, divulgado essa semana pela Casa Civil, não se falou em privatização de estatais. Foi citada apenas à reestruturação da EBC, da Empresa Brasileira de Comunicação. (Com informações de JP News e Correio Braziliense)