O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, se mostrou otimista diante dos “sinais de esperança” que vêm da América Latina, especialmente com a “enorme mudança” que representa a eleição de Jair Bolsonaro no Brasil, frente à “troika da tirania”, composta por Cuba, Venezuela e Nicarágua.

“Há muitos sinais de esperança na América Latina atualmente”, ressaltou Bolton em uma conferência organizada pelo jornal financeiro “Wall Street Journal” em um hotel de Washington.

Bolton mencionou os governos de Mauricio Macri, na Argentina, e Iván Duque, na Colômbia; assim como a vitória de Bolsonaro no Brasil, que qualificou como uma “oportunidade histórica”.

“A chegada de Bolsonaro é uma enorme mudança em relação ao passado”, acrescentou o assessor sobre o presidente eleito, com quem se reuniu no último fim de semana no Rio de Janeiro.

Por isso, Bolton ressaltou o seu otimismo “sobre as perspectivas quanto a relações mais reforçadas com estes países fundamentais em formas não vistas desde o colapso da União Soviética”.

Por outro lado, contrastou este panorama regional positivo com os “problemas” de Cuba, Nicarágua e Venezuela, países que batizou como “a troika da tirania”.

“Temos que enfrentar esses regimes e libertar seus povos. Acredito que em todo o continente, não é só um projeto dos Estados Unidos, cada vez mais é um projeto de todos os países democráticos da região”.

O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, impôs várias rodadas de sanções econômicas contra o governo de Nicolás Maduro na Venezuela e ao de Daniel Ortega na Nicarágua, e interrompeu a abertura para Cuba impulsionada pelo seu antecessor, Barack Obama.

Trump realizou no fim de semana sua primeira viagem à América Latina desde que chegou à Casa Branca, em janeiro de 2017, para participar da Cúpula do G20 que aconteceu na Argentina, mas mostrou até agora pouco interesse na região além do vizinho México, e suas críticas a Cuba e Venezuela.

(EFE)