Dentro do Voyage, uma viatura descaracterizada da PM, onde ocorreu o duplo homicídio, foi encontrado um balde com diversas cervejas

Beber não faz mal à ninguém e nem é pecado – todos sabem disso, claro. Uma taça de vinho aqui, outra acolá, pode até fazer bem, dizem os entendidos que cuidam da saúde humana. Agora beber até encher os tubos, até secar o boteco. Neste caso pode resultar em porre, em coma alcoólico ou em morte.

E foi justamente assim, após uma noitada de muita cerveja que o tenente PM Joselito Pessoa Anselmo, se esvaindo de porre, disparou contra seus colegas de farda, o major PM Lurdenilson Lima de Paula, o sargento PM Edizandro Santos Louzada, o cabo PM Grasiano Monteiro Negreiros e contra um civil, o borracheiro Robson Almeida Rodrigues, 24 anos. Só o major e o borracheiro continuam vivos.

No Voyage prata, placas PHO 2296, ocupado pelo sargento Edizandro ao volante, além do tenente Joselito Pessoa Anselmo, o major Lurdenilson -, todos da 18ª Cicom, e mais o cabo Grasiano Monteiro, da 12ª Cicom e o civil,   Robson Almeida, foi encontrado um balde preto com cervejas.

A noite de sexta-feira (4), começou na 18ª Cicom. O major Lurdenilson, segundo declarou à polícia, o tenente J. Pessoa por telefone o chamou, à pretexto de resolverem “uma bronca”, para beber. Assim começou a trágica noitada de 4 de janeiro que culminou em duplo homicídio. 

“Fui chamado por telefone pelo major Lurdenilson para comparecer a 18ª Cicom para resolveu uma bronca. Lá (18ª Cicom) fui convidado para tomar cerveja”, revela J. Pessoa.

Da 18ª Cicom, J. Pessoa, Lurdenilson saíram no Voyage, uma viatura descaracterizada dirigida pelo sargento Edizandro em direção ao Mercadinho Jesus Me Deu de propriedade do cabo Grasiano, onde encontraram o borracheiro.

Em depoimento, o borracheiro disse que, juntos, beberam “cerca de 10 caixas de cerveja Bohemia e que por volta de 00h, por sugestão de Lurdenilson, saíram para a casa noturna Alambique, na Avenida do Turismo, onde ficam apenas 10 minutos porque foram alertados pelo segurança que contivessem um pouco mais os ânimos.

De acordo com Robson o tenente estava “alterado” empurrando os freqüentadores fato que levou o major a pedir que Pessoa lhe entregasse a arma, mas J Pessoa se recusou.

Segundo o borracheiro, o grupo deixou o Alambique com um balde de cerveja Budweiser para o bar do Chapolim, no Manoa, Zona Norte da cidade.

“Eram 02 horas quando J. Pessoa sacou a arma e atirou no meu ombro esquerdo. O segundo tiro foi contra o motorista, o outro contra Lurdenilson, e depois mais um disparo contra Grasiano. Ele gritava que iria matar todos nós”, declarou.

Para não escapar da fúria repentina de J. Pessoa, o borracheiro disse que travou com ele luta corporal, derrubando-o do carro.

– Você matou os caras meu, você matou os caras porra, disse ao tenente já desarmado – Porra, me desculpe, respondeu J. Pessoa.

Já em poder da arma de J. Pessoa, o borracheiro correu para o bar Chapolin, chamou o Samu foi conduzido ao João Lúcio pela polícia. O sargento e o cabo morreram. O major e borracheiro ficaram feridos.

Depoimento do Borracheiro

Depoimento do Tenente