Braga pede providências do Governo Federal para assegurar fornecimento de milho ao setor primário do Amaznas - Fato Amazônico


Braga pede providências do Governo Federal para assegurar fornecimento de milho ao setor primário do Amaznas

O senador Eduardo Braga (MDB/AM) obteve, ontem, terça-feira (05/06), o compromisso do ministro Blairo Maggi (Agricultura) de viabilizar, dentro do que for atribuição da pasta, o fornecimento do milho necessário para a criação de aves, suínos e peixes no Amazonas.

O setor, que gera mais de 20 mil empregos diretos no estado, enfrenta uma série crise em virtude da total dependência da importação do insumo. Produtores são obrigados a pagar caro por ele e impedidos de repassá-lo ao consumidor sob o risco de perderem espaço no mercado local para grandes concorrentes.

“Só quem vive e produz no Amazonas conhece a realidade. Os custos estão ficando impraticáveis, e os produtores não têm acesso a uma política de insumos”, disse o senador ao ministro, na presença de representantes do segmento no estado e de integrantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (FAEA) e da Associação de Avicultores do Amazonas.

Para garantir a sobrevivência do setor, seus representantes solicitaram ao ministério que fossem comercializados aos produtores do Amazonas, sob condições especiais, até 7 mil toneladas de milho ao mês por meio de leilões com subvenção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “Esse volume representa menos de 10% do estoque da companhia hoje”, observou Eduardo Braga.

Além disso, pediram a ampliação do Programa Vendas em Balcão, permitindo o acesso de avicultores, suinocultores e piscicultores. Gerenciada pelo Conab, a iniciativa disponibiliza estoques de produtos rurais, como o milho, por meio de vendas diretas, a preços compatíveis com os praticados em pregões públicos ou com os dos mercados atacadistas locais.

Sensível à situação, Maggi pediu à equipe técnica da pasta para viabilizar o que for possível e orientou a comitiva liderada pelo senador a convencer os titulares dos ministérios do Planejamento e da Fazenda a liberarem a execução das demandas que representem algum custo, ainda que simbólico. “Vamos fazer o que for preciso”, afirmou Eduardo Braga.