Em cadernos atribuídos aos dois responsáveis pelo ataque em Suzano , na Grande São Paulo, a polícia encontrou desenhos de armas, frases em inglês sobre isolamento e textos que aparentam fazer referência a jogos de videogames.

Cinco alunos e duas funcionárias da escola estadual Raul Brasil foram mortos nesta quarta-feira, após  Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos entrarem no colégio atirando . Antes do ataque à escola, eles mataram Jorge Antônio Moraes, dono de uma locadora, tio de Guilherme.

Jorge foi enterrado na manhã desta quinta-feira em um cemitério de Suzano. As demais vítimas foram veladas durante a manhã, seis delas em uma cerimônia coletiva realizada no Ginásio Max Feffer .

Os cadernos estavam dentro no carro que Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, e Guilherme Taucci Monteiro, de 17, usaram para chegar a escola estadual Raul Brasil. A polícia chegou a dizer que o veículo havia sido roubado da concessionária de Jorge Antônio Morais, de 51 anos, também assassinado. Mas, depois, informou que o carro havia sido alugado por Luiz.

Em uma das folhas, há um desenho de uma pistola em preto e branco. Em outra, um dos garotos desenhou uma caveira, parecida com o símbolo da banda de heavy metal Slipknot. Em outras páginas, há frases escritas em inglês, como “Leave me alone” (Deixe-me em paz, numa tradução livre) e “Can’t Run” (Não posso correr ou não pode correr”).

Outra página do caderno é tomada pela frase “Don’t look… or it takes you” (Não olhe… Ou ele vai te pegar). Por fim, o caderno também tem transcrições de estratégias de jogos.

Com letra de mão, um dos dois homens que atacou a escola descreve uma tática de jogo: “Se tiver (estiver) na era 2 fassa (faça) um estábulo e uma formação de artilharia e se quiser também 1 posto avançado.”

Além dos cadernos, os policiais apreenderam computadores, tablets e celulares ligados aos dois responsáveis pelo massacre de Suzano. O material será utilizado pelos investigadores para montar um perfil psicológico dos autores do crime e tentar descobrir as suas motivações. (O Globo)