Cai para menos de 10% a participação de fundos problemáticos na carteira da previdência municipal - Fato Amazônico


Cai para menos de 10% a participação de fundos problemáticos na carteira da previdência municipal

A Prefeitura de Manaus conseguiu reduzir para menos de 10% a participação de fundos problemáticos – popularmente conhecidos como fundos podres – na carteira de investimentos da Manaus Previdência. O resultado apareceu no fechamento do relatório de abril, nesta sexta-feira, 11/5, e atende a uma orientação do prefeito Arthur Virgílio Neto, que em dezembro de 2017 determinou à previdência municipal o alcance dessa meta. Na época, a participação dos fundos problemáticos era de 11,44%, mas chegou a 52,3% no início do primeiro mandato da atual gestão municipal, em 2013.

“Um conjunto de ações foi necessário para atingirmos essa meta. Mas, a principal foi a substituição de gestores e administradores de alguns desses fundos, que nos possibilitou até recuperar parte dos nossos investimentos”, detalhou o diretor-presidente da Manaus Previdência, Silvino Vieira.

A meta, segundo Vieira, é zerar a participação dos fundos problemáticos. Entretanto, não é possível definir uma data de quando isso irá acontecer devido às peculiaridades de cada investimento. “Eles têm uma duração muito longa e são fechados, ou seja, os resgates só podem acontecer ao término do prazo de duração do fundo”, explicou. “Mas, continuaremos atuando para baixar essa participação mês a mês, investimento a investimento”, adiantou Silvino.

Com o resultado de abril, a Manaus Previdência fecha o quadrimestre com R$ 958,3 milhões na sua carteira de investimento, composta por 50 fundos – sendo 14 problemáticos, correspondendo a R$ 96 milhões -, além de títulos públicos federais administrados pela própria previdência. Em janeiro de 2013, dos 31 fundos da instituição, 17 eram problemáticos, somando R$ 278.636.156,35. O valor correspondia a 52% da carteira de investimento, que naquele ano fechou em R$ 465,7 milhões.

Com a política de recuperação dos investimentos dos fundos problemáticos, a previdência já resgatou mais de R$ 77,4 milhões. “Os valores foram reaplicados, mas em fundos saudáveis”, esclarece Vieira.

“É isso que nos possibilita bater a nossa meta atuarial e garantir o pagamento de aposentadorias e pensões dos nossos 6.781 segurados”, concluiu o diretor-presidente.