A deputada Dra. Mayara, presidente da Comissão de Saúde e os deputados Dermilson Chagas e Wilker Barreto ficaram impressionados com o que viram nos hospitais (Foto Divulgação)

Após inúmeras denúncias das péssimas condições do serviço de saúde nos principais hospitais de Manaus, levou ontem (25) a Presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputada Dra. Mayara (PP) e os deputados membros da comissão, Dermilson Chagas (PDT), Ricardo Nicolau (PSD) e Wilker Barreto(PHS) a realizaram uma fiscalização nas unidades de saúde para apurar as reclamações dos usuários. A falta de itens essenciais como antibióticos e materiais utilizados em procedimentos cirúrgicos chamou atenção da Comissão.

Na Maternidade Ana Braga, Zona Leste de Manaus, primeiro local da visita foi constatado que o estoque de mais de 70 medicamentos está em situação crítica.

“É muito grave, pois uma das principais maternidades do Estado trabalha no limite, muitos medicamentos estão zerados, o que é muito preocupante”, disse a deputada Dra. Mayara.

Foi solicitado da direção uma lista com todos os medicamentos e insumos em falta para uma análise mais detalhada sobre o estoque. A diretora geral da Maternidade, Glauria Said, admitiu o problema.

“Nós estamos no limite, trabalhando para fazer os ajustes e tentar minimizar estas dificuldades”, completou a diretora. 

No Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, também na Zona Leste, a situação é a mesma. Cerca de 30 remédios no limite ou zerados. Insumos básicos, como fios de sutura essencial para a realização de procedimento cirúrgico, também estão em falta. As cirurgias são um problema porque das sete salas apenas três funcionam. Para os médicos do local, outro problema crônico é a realização de cirurgias eletivas que não consegue atender a demanda.

No Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, na Zona Centro-Sul de Manaus, onde o deputado Wilker Barreto, foi barrado no último sábado (23), todas as cirurgias foram canceladas desde a última sexta-feira (22).

“Sem compressa cirúrgica não tem como fazer o procedimento, o que é um absurdo. Por isso, faço um apelo ao Governo do Estado para que tome as rédeas da situação e faça um planejamento para tirar a saúde da UTI”, Mayara Pinheiro.