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O sindicalista Carlos Cavalcante Lacerda, que ontem (29) assumiu a presidência do partido Solidariedade no Amazonas, foi preso preventivamente pela Polícia Federal na Operação Espúrio deflagrada nesta quarta-feira (30/5). Ele e outros presos respondem a uma ação de improbidade administrativa por fraudes no registro de sindicatos do Ministério do Trabalho na Justiça Federal no Distrito Federal (DF).

Lacerda foi parar na cadeia 24 horas depois de da uma “pernada” no vice-governador do Amazonas, Bosco Saraiva e assumir a presidência do partido Solidariedade.

A operação foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. As informações são do site Metrópoles.

Carlos Lacerda é o braço direito no Amazonas do deputado federal Paulinho da Força, que é o presidente nacional do Solidariedade.

Até abril deste ano, Carlos Lacerda era secretário de Relações do Trabalho sua exoneração foi publicada dia 3.

Na ação além de Lacerda, foram presos Renato Araújo Jr, coordenador-geral de Registro Sindical, Renata Frias Pimentel, chefe da divisão de registro sindical, e o ex-funcionário comissionado, Leonardo Dias Cabral.

Na Justiça Federal do Amapá (AP) foram denunciados Renato Araújo Jr e Carlos Cavalcante de Lacerda. No caso do DF, o grupo é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF-DF) de cometer irregularidades no processo de análise, concessão e publicação de registros sindicais solicitados por entidades de todo o país.

A ação faz referência, ainda, a outras infrações como o indeferimento de registro sindical a entidade que preenchia os pressupostos legais exigidos para o procedimento. Também responderão à ação Renata Frias Pimentel e Renato Araújo Júnior, respectivamente, chefe da divisão de registro sindical e chefe de gabinete da secretaria.

Segundo o MPF no Amapá, os sindicatos foram constituídos sem preencher os requisitos legais apenas para viabilizar a escolha da presidente Jozi Araújo, hoje deputada federal eleita na última legislatura, e da diretoria da Federação das Indústrias do Amapá (Fieap).

A investigação constatou que, para eleger Jozi Araújo presidente da Fieap e toda a administração da entidade, foram constituídos cinco sindicatos aos quais estavam vinculadas empresas de fachada. A atuação do grupo resultou em enriquecimento ilícito e causou prejuízo de R$ 336.878,43 aos cofres públicos, de acordo com a denúncia do MPF no Amapá.

Com o Metrópoles  


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