“Casa de ferreiro o espeto é de pau” é assim que os moradores do bairro Canaã, no Rio Preto definem a administração do prefeito - Fato Amazônico

“Casa de ferreiro o espeto é de pau” é assim que os moradores do bairro Canaã, no Rio Preto definem a administração do prefeito

Rio Preto da Eva (Elcimar Freitas) – O dito popular: “casa de ferreiro, espeto é de pau” é como os moradores do bairro Canaã, estão definindo hoje o prefeito de Rio Preto da Eva, Luiz Ricardo Chagas (PRP), morador do bairro que está completamente abandonado. As ruas não tem asfalto, estão todas ainda no barro, não existe saneamento básico e as pessoas caminham no meio da lama para chegarem as suas residências.

“Moramos onde o prefeito mora, mas de que adianta”, disparou um morador, que temendo represália, não quis relevar seu nome. De acordo com ele, mesmo o prefeito morando no bairro, o local está completamente abandonado. “Nem parece que ele mora aqui”, acrescentou.

De acordo com os moradores, quando chove, mesmo quem tem carro enfrenta dificuldades para sair de casa, imagine quem não tem. “As pessoas vão com sacos plásticos nos pés até lá fora onde tem asfalto”, afirmou outro morador, informando que todos já cansaram de apelar ao prefeito para que arrume o bairro onde ele mesmo reside.


Rua que dá acesso ao bairro Canaã, onde o prefeito mora, está ainda no barro.

Para as donas de casas que moram no Canaã, a situação é cada vez mais difícil: “Quando chove não temos nem como levar nossas crianças para a escola”, informou uma mãe, afirmando que ao ir morar no bairro, imaginou que como o prefeito é morador do Canaã, o local tivesse uma atenção melhor. “Nada disso ocorreu, hoje moramos onde ele mora e o nosso bairro é o mais esquecido de todos do Rio Preto da Eva”, acrescentou.

A reportagem do Fato Amazônico, esteve no Rio Preto da Eva, ontem à tarde e pode ver de perto a realidade das ruas do bairro Canaã, onde o prefeito Ricardo Chagas, mora com sua família.

Tentamos contato com assessoria do prefeito Ricardo Chagas, pelo celular 91×8-3xx6, para ele se manifestar a respeito das denúncias dos moradores do bairro onde o chefe do executivo mora, mas chamava e ia para a caixa postal.