A Central de Medicamentos do Amazonas (Cema), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (Susam), está investindo neste mês de outubro R$ 12 milhões na compra de remédios e itens médicos para abastecer as unidades de saúde e os programas de dispensa gratuita à população.

O recurso garante o reforço de estoque em vários itens onde há grande demanda. Entre os medicamentos adquiridos estão a cefalotina, indicado, por exemplo, para infecção nas válvulas do coração, e o ciprofloxacino, para tratar infecções no ouvido, olhos, rins, pele, entre outros.

Em um ano da nova gestão, o Governo do Estado já investiu, aproximadamente, R$ 168 milhões na compra de medicamentos e insumos. Em outubro de 2017, a atual administração recebeu a Cema com apenas 19% de sua capacidade de abastecimento e sem controle das compras, realizadas diretamente pelas unidades, sem padronização. Em um ano, o controle foi retomado e, hoje, por aplicativo, o APP CEMA 2018, a Central de Medicamentos acompanha, em tempo real, a situação dos estoques, processos de compras e pagamentos, até a entrega do produto aos pacientes cadastrados.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Orestes Guimarães de Melo Filho, a Cema passou por uma reorganização interna do seu processo de gestão. “Não havia controle do abastecimento, de estoques e de fluxo de pagamentos. Tudo isso foi organizado”, destacou. Também foram pagas dívidas com fornecedores, herdadas pela atual administração, e a lista de atas de registro de preços também aumentou.

Desde outubro de 2017, em atenção à necessidade de melhorar a oferta de medicamentos à população, a Comissão Geral de Licitação do Estado do Amazonas (CGL/AM) tem dado prioridade às licitações da área da saúde. “Graças à determinação do Governo do Estado, tem sido possível regularizar serviços e melhorar a infraestrutura da rede hospitalar”, afirmou.

Hoje, a Cema possui, em sua lista padrão, 1.783 itens, entre medicamentos e materiais, como fraldas, kits cirúrgicos, entre outros, dispensados gratuitamente à população ou para abastecer unidades hospitalares na capital e no interior. A Cema também implantou o Programa Proeme em Casa, para entrega de medicamentos em domicílio, a pacientes acamados.