Cênica do Caprichoso envolve mais de 900 pessoas em 2014 - Fato Amazônico

Cênica do Caprichoso envolve mais de 900 pessoas em 2014

Encenações de rituais, lendas, figuras típicas, momentos tribais e folclóricos envolverão aproximadamente 920 pessoas do Departamento de Cênica Caprichoso (DCC) durante as três noites do Festival Folclórico de Parintins 2014. Os ensaios acontecem diariamente na casa de eventos “Cenário da Amazônia”, sob a responsabilidade do coordenador cênico, Ricardo Pegueite, e do coreógrafo, Sandro Assayag.

Os ensaios ocorrem nos horários da tarde e noite, subdivididos em lendas rituais, coreografias de arena e módulos de alegóricos. “Todos os momentos do Caprichoso na arena, que requer dramatização, tem sido cuidadosamente elaborado em reuniões dos membros do DCC. Exemplo disso é a lenda Náiades, que envolverá um número significativo de mulheres na dramatização”, revelou o coreógrafo Sandro Assayag.

O trabalho do DCC abrange também uma série de pesquisas sobre o que será abordado na arena. Ricardo Pegueite destacou que hábitos e costumes das tribos envolvidas em rituais e toadas com temáticas indígenas. “A cênica tem esse compromisso de compor momentos de grande atenção na arena. Trabalhamos para que isso seja perfeito, mais próximo do real possível e surpreender a nação azul e branca”, acrescentou o coordenador.

A melhor idade do Caprichoso

A aposentada Marieta de Souza, 84, é exemplo de que para brincar de boi não tem idade. Desde os oito anos de idade envolvida no boi azul, dona Marieta é uma das componentes do DCC. Ela, que na arena do Bumbódromo já desempenhou papel de cabocla, farinheira, camaroeira, benzedeira, entre outros personagens, se prepara para em 2014 ser uma das atrizes do touro negro na figura típica regional.

Juntamente com outras senhoras, dona Marieta marca presença todas as tardes nos ensaios do DCC. “Me envolvi no boi desde cedo. Segui os passo do meu pai, Maxiamo, e hoje mantenho a tradição da família. Me afastei do boi quando me casei e fui morar na região do rio Uaicurapá. Eu gosto do que faço e o que for necessário, farei pelo boi”, disse Marieta, demonstrando vigor a continuar na brincadeira de boi ainda por alguns anos.