Modric, maestro da Croácia, espécie de dínamo com a bola nos pés
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Boa parte da resolução da segunda semifinal da Copa do Mundo na Rússia passará por uma imposição de modelo de jogo e de domínio do meio-campo, dando importância vital a Luka Modric e Jordan Henderson, que voltarão a se enfrentar um mês e meio depois da final da Liga dos Campeões.

No dia 26 de maio, os dois jogadores estiveram frente a frente no Estádio Olímpico de Kiev e agora se reencontrarão 865 quilômetros mais ao leste. Henderson usou a faixa de capitão do Liverpool e sonhava levantar a taça, mas o Real Madrid, com Modric como maestro no meio, venceu por 3 a 1 e foi campeão pela 13ª vez, a terceira seguida e a quarta em cinco temporadas.

No Real, o capitão é o zagueiro Sergio Ramos, mas na seleção croata é Modric quem tem essa honra. Já no ‘English Team’, o encarregado da função é o atacante Harry Kane, artilheiro desta Copa, com seis gols.

O meia da seleção dos Bálcãs, de 32 anos, já tem 111 partidas pela Croácia e é considerado um dos melhores do mundo em sua posição atualmente pela qualidade técnica, a visão de jogo, o dinamismo e a chegada à área do adversário, tudo isso sem deixar de ajudar na recuperação defensiva.

Já o volante inglês, que daqui a uma semana completará 28 anos, tem 43 partidas pela campeã mundial de 1966 e tem um estilo diferente e atua mais recuado. O camisa 8 é intenso na pressão e concentrado no equilíbrio, mas sem deixar de dar fluência e velocidade a uma equipe bastante vertical.

Henderson sentiu dores musculares na coxa depois da vitória sobre a Suécia por 2 a 0, pelas quartas de final, mas treinou normalmente nesta terça e dificilmente será problema para o técnico Gareth Southgate.

Enquanto o jogador do Liverpool foi poupado no duelo com a Bélgica, pela última rodada do grupo G, Modric esteve em campo nos cinco compromissos da Croácia na Rússia. O atleta do Real Madrid esteve em campo por 485 minutos, 100 a mais que o rival. A distância percorrida em campo também foi maior: 50,8 quilômetros a 45,1 quilômetros.

As caraterísticas de cada um se refletem em outros dados estatísticos, como o número de passes: Modric tentou 367, e Henderson, 231. O croata, mais ofensivo e menos posicional que o inglês, chutou dez vezes a gol e balançou a rede duas vezes, uma delas de pênalti, enquanto o inglês tentou apenas três chutes e ainda não deixou sua marca.

O jogador do Real deu uma assistência nesta Copa, enquanto o adversário está em branco também nesse quesito, além de ter roubado a bola 27 vezes, contra 20 do atleta dos ‘Reds’.

Como ocorreu em Kiev, cada um no seu estilo, com equipes de estilos distintos, o trabalho dos dois será determinante. Modric sorriu há um mês e agora quer o “bis”, enquanto Henderson tentará obter a revanche.

Estatísticas de Modric e Henderson nesta Copa:.

Modric Henderson.

Jogos disputados 5 4.

Minutos em campo 485 385.

Distância percorrida 50,8 45,1 km.

Distância com a bola 20,7 18,4 km.

Gols 2 0.

Finalizações 10 3.

Finalizações no gol 4 1.

Passes 367 231.

Passes certos 204 199.

Assistências 1 0.

Bolas perdidas 39 29.

Bolas recuperadas 27 20.

Cartões amarelos 0 1.

Faltas cometidas 8 1.

Faltas sofridas 8 3.

Agência EFE


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