A China negou nesta quinta-feira (25/10), ter grampeado um dos celulares pessoais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como publicou “The New York Times”, jornal acusado pelo Governo de Pequim de publicar “notícias falsas”.

“Parece que há gente nos Estados Unidos que não poupa esforços para ganhar o Oscar de melhor roteiro. Eu gostaria de dizer que esta só é outra prova de que ‘The New York Times’ publica notícias falsas”, declarou a porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores Hua Chunying ao ser perguntada a respeito em entrevista coletiva.

Segundo fontes da inteligência americana citadas ontem pelo jornal nova-iorquino, Trump já foi advertido de que a China e a Rússia ouviram seus telefonemas de forma rotineira e foi-lhe recomendado que entregue seus telefones pessoais iPhone.

“Sugiro que troque seus telefones por alguns da Huawei (fabricante de telefones celulares chinês)”, disse a porta-voz chinesa.

Os funcionários de alto escalão citados pelo jornal americano asseguram que Pequim pretende usar em seu benefício o que aprende com as ligações pessoais de Trump para a disputa comercial que continua aberta entre as duas maiores economias do mundo.

Trump, no entanto, continua usando estes telefones, apesar das advertências, uma atitude que foi criticada pelos agentes de inteligência, que consideram que afeta a segurança eletrônica do governo por não limitar suas comunicações aos telefones seguros aos quais o presidente tem direito. (EFE)