Familiares das vítimas do voo MH370 da Malaysia Airlines pediram o início de novas buscas pelos destroços do avião no Oceano Índico nesta sexta-feira, 8, quando o misterioso desaparecimento da aeronave completa cinco anos.

O Boeing 777 sumiu dos radares no dia 8 de março de 2014, cerca de 40 minutos após sua decolagem em Kuala Lumpur rumo a Pequim, depois que alguém desligou os sistemas de comunicação, segundo a investigação oficial.

A apuração concluiu que o avião terminou caindo em uma área remota do sul do Oceano Índico. Já foram realizadas buscas em 232.000 quilômetros de leito marinho da região em duas operações de busca, sem sucesso.

Grace Nathan, cuja mãe estava viajando no avião, lamentou a falta de progresso em resolver um dos maiores mistérios da história da aviação e pediu uma nova busca pelos restos mortais para ajudar a melhorar a segurança aérea.

“Outra busca não é perda de tempo ou dinheiro, mas sim impedir que isso aconteça novamente”, disse Grace.

No domingo 3, em um evento público realizado em Kuala Lumpur, membros da associação de parentes das vítimas “Voice MH370” renovaram seu pedido às autoridades por uma nova operação de procura.

“Muitos de nós continuamos lutando todos os dias. Queremos respostas sobre o que, por que ou como, e, se for necessário, quem. Nos deem a verdade”, declarou sobre o palco, KS Narendran, esposa de um dos desaparecidos.

A cerimônia, transmitida ao vivo pelas redes sociais, contou com a presença do ministro dos Transportes da Malásia, Anthony Loke.

Foram encontrados apenas três fragmentos confirmados do MH370, todos eles na costa do oceano Índico ocidental, e houve grande quantidade de teorias sobre o sumiço do avião: de um acidente a sequestro, passando por um ataque terrorista.

Investigadores malaios e de outras partes do mundo tentam entender por que o Boeing 777 se desviou milhares de quilômetros de sua rota programada e depois supostamente mergulhou no mar.

Especialistas acreditam que alguém desligou o transponder do MH370 propositalmente e depois o desviou para o Oceano Índico.

A última comunicação do avião foi do capitão Zaharie Ahmad Shah, que se despediu dizendo “Boa noite, malaio três sete zero” quando a aeronave deixou o espaço aéreo da Malásia.

Um relatório final de 440 páginas divulgado pelo Escritório Australiano de Segurança na Aviação (ATSB) no ano passado mostrou que Zaharie fez uma rota em seu simulador de voo doméstico seis semanas antes que foi “inicialmente semelhante” àquela de fato seguida pelo MH370.

Um relatório forense da polícia malaia já havia concluído não ter havido atividades incomuns além de simulações de voo ligadas a videogames.

(Com EFE, Veja)