Comitê Organizador Local avalia positivamente sete setores operacionais da Arena da Amazônia - Fato Amazônico

Comitê Organizador Local avalia positivamente sete setores operacionais da Arena da Amazônia

A operação da Arena da Amazônia durante a partida entre Vasco e Resende, realizada na noite da última quinta-feira (3) na Arena da Amazônia, ficou a cargo do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo da FIFA, que classificou o evento como teste para avaliar sete setores do Estádio: Limpeza e Resíduos; Transporte; Serviços ao Espectador; Voluntários; Tecnologia; Competições e Segurança.

A avaliação desses setores foi positiva, segundo o gerente geral de operações do COL, Tiago Paes. “Nós observamos essas e outras áreas e estamos plenamente satisfeitos, claro, cientes de que há muitas coisas a melhorar, mas o teste foi executado exatamente com esse intuito”, disse Paes, ao reconhecer que houve problemas com formação de fila na entrada dos torcedores e nas comunicações, em virtude das instalações das operadoras de telefonia que ainda não foram concluídas.

Para o coordenador da Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP-COPA), Miguel Capobiango, a experiência também foi positiva para o Governo do Estado. Conseguimos ter uma operação bem sucedida, considerando que o nível de congestionamento não foi tão grande quanto nós imaginávamos”, pontuou Capobiango, destacando que a preocupação do Estado foi em relação à segurança no perímetro externo da Arena.

“Nossa preocupação toda era encontrar esse meio termo entre o conforto do espectador que desejava chegar ao estádio pra assistir o jogo sem causar transtorno ao usuário do transporte coletivo que não teve grandes problemas por conta do evento”, reiterou, ao acrescentar que haverá novos testes da Arena pelo Governo do Estado.

Público aprovou evento – Com cerca de 33 mil torcedores, a partida foi aprovada pelo público. O autônomo, Aldemir Simões, 54, viajou 20 horas, de Maués para Manaus, só para prestigiar o time do coração, Vasco. “Valeu muito a pena ter saído da minha cidade e entrado pela primeira vez nesse espetáculo de estádio que é a Arena da Amazônia”, elogiou.

O gestor de Recursos Humanos, Jorge Fonseca, 40, levou a família toda para ver pela primeira vez de perto o time do Vasco e o estádio. “Não podíamos perder a oportunidade de conhecer o nosso time do coração e o estádio mais bonito do Brasil”, classificou.

Balanço da Segurança – O primeiro jogo-teste do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo da FIFA na Arena da Amazônia foi um sucesso na área de segurança. Segundo o balanço divulgado pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP), após o encerramento da partida, não foram registradas ocorrências policiais no estádio e na região do entorno, que compreende as avenidas Constantino Nery, Lourenço Braga e Pedro Teixeira, durante todo o dia.

A operação de segurança para o jogo entre Vasco e Resende contou com mais de dois mil servidores das esferas estadual, federal e municipal. Somente do sistema de Segurança Pública do Governo do Estado, foram empregados 1,4 mil policiais civis, militares, bombeiros e agentes do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). “O planejamento do Governo do Estado tem surtido efeito. Não tivemos qualquer ocorrência que comprometesse a realização do evento. Atuamos, inclusive nas contingências apresentadas, para que o evento pudesse acontecer com sucesso”, afirmou o secretário executivo de Grandes Eventos da SSP, coronel Dan Câmara.

Além integração entre as forças de segurança, Centros Integrados de Comando e Controle (CICC) foram montados na Arena e no Ciops/SSP-AM. “Tanto no eixo inteligência, como segurança pública, órgãos federais, estaduais e municipais, como também as forças armadas, que é o eixo de defesa nacional, estiveram integradas. Mesmo que nós não víssemos aqui efetivamente forças federais das forças armadas, eles estavam prontos para atuar em caso de necessidade”, destacou Câmara.

Diferentemente dos jogos anteriores, quando a Polícia Militar atuou dentro da Arena da Amazônia, neste primeiro jogo-teste oficial, a organização e controle do público interno era de responsabilidade dos “stewards”, profissionais privados contratados pelo time mandante da disputa. Os "stewards" foram responsáveis por controlar a entrada do público logo após a catraca e ficaram posicionados nos acessos da Arena e do gramado.