Um novo estudo do Instituto de Neurociência da Holanda diz que há cinco tipos diferentes de insônia.

Segundo a Dra. Tessa Blanken, líder da pesquisa, nós sempre consideramos que o distúrbio do sono em questão é um só, mas na verdade há cinco variações e elas têm diferenças entre si.

lanken e sua equipe constataram que os tipos encontrados têm em comum a dificuldade de cair no sono em contraposição a acordar muito cedo de manhã, como geralmente se queixam os insones.

No entanto, as diferenças se encontram nas reações a estímulos ambientes no eletroencefalograma (um tipo de exame que avalia o funcionamento dos neurônios).

Os cinco tipos são:

Um: o das pessoas neuróticas. Quem tem tendência a se sentir tenso e ansioso e mostrou isso nas altas pontuações;

Dois: o dos moderamente estressados que têm forte resposta à recompensas e acontecimentos positivos;

Três: também são moderamente estressados, mas não respondem fortemente à recompensas er acontecimentos positivos;

Quatro: só um pouquinho estressados, mas têm alta sensibilidade a acontecimentos estressantes;

Cinco: estes são, basicamente, os tranquilões. Ele também são só um pouquinho estressados e apresentam baixíssimas reações a acontecimentos estressantes.

De acordo com o periódico The Lancet Psychiatry, os cientistas coletaram informações de mais de 4 mil pessoas que descreveram a eles seus traços de personalidade e suas histórias de vida — a partir disso, eles conseguiram observar as recorrências descritas na lista.

Cinco anos depois disso, os voluntários foram entrevistados novamente. A maior parte deles manteve-se igual, seja sob medicação ou fazendo terapia cognitivo-comportamental.

“Mecanismos cerebrais subjacentes [entre os tipos diferentes de insônia] podem ser bastante diferentes entre si”, afirmou Blanken, em um apelo para que as descobertas auxiliem profissionais da saúde a compreender melhor os pacientes insones.

“Para efeito de comparação: os progressos do nosso entendimento sobre demência se alavancou uma vez que foram constatados os diferentes tipos dela, como Alzheimer, vascular ou frontotemporal.”

A cientista pondera que é importante evitar o autodiagnóstico. Nada de pesquisar sintomas no Google: se sua dificuldade com sono estiver atrapalhando sua vida, consulte um médico.

(GALILEU)