Ontem (2), os médicos estiveram protestando e falando coma imprensa no estacionamento do HPS João Lúcio (Foto Divulgação)

O serviço de urgência e emergência de Manaus, mantido por 14 cooperativas médicas, estão praticamente num beco sem saída, ou seja, parar ou parar, eis a questão. Por enquanto continuam apenas pacificamente mobizados na expectativa de que o governo do estado apresente com brevidade uma solução definitiva para a dívida que acumula desde 2018 com as cooperativas médicas.

De acordo com nota conjunta divulgada neste final de semana pelas 14 cooperativas, o estado fez grande alarido fazendo crer com bravatas de que teria pago as empresas médicas. Na realidade, segundo a nota, o governo pagou tão somente 12% de um mês do total acumulado e que janeiro foi trabalhado integralmente e que não foi pago.

“Os atendimentos foram realizados, cirurgias executadas, inúmeras vidas foram salvas, mesmo com toda dificuldade ocasionada pela falta de leitos, medicamentos e insumos”, destaca a nota.

Em nota distribuída no sábado (2) os médicos dizem: “Não há falta de médicos trabalhando nas unidades de Urgência / Emergência! Existe sim falta de estrutura por parte da Secretaria de Saúde, para que os profissionais possam oferecer atendimento digno aos pacientes!”.

Os médicos afirmaram ainda na nota que o atendimento de emergência segue normalmente, “e TODOS os profissionais médicos estão presentes nas Unidades, prestando assistência aos doentes na UTI, Centro Cirúrgico, Sala de Emergência, Sala de Politrauma e Enfermarias, assim como se desdobrando para conseguir assistir inúmeros pacientes internados em macas e poltronas, com falta de medicamentos e equipamentos sucateados”.

Leia na íntegra

NOTA DE ESCLARECIMENTO

As Empresas de Especialidades Médicas abaixo subscritas vêm a público registrar que os pagamentos alardeados pelo Estado hoje para a Saúde, correspondem para as Empresas Médicas a aproximadamente 12% do montante devido, considerando que o mês de Janeiro foi trabalhado, e necessita ser pago, não sendo atendidas todas as empresas, e inúmeras ainda não receberam NADA.

O Governo repassou apenas parte de um dos meses devidos de 2018, apesar do serviço ter sido prestado 100%.

Os atendimentos foram realizados, cirurgias executadas, inúmeras vidas foram salvas, mesmo com toda dificuldade ocasionada pela falta de leitos, medicamentos e insumos.

Este pagamento parcial não atende às necessidades da categoria, pois as Empresas de Especialidades Médicas não podem pagar apenas uma parte de seus impostos, os médicos não podem pagar apenas parte da mensalidade escolar de seus filhos, ou parte da conta de energia de suas residências.

Seguiremos mobilizados, aguardando que a Secretaria de Saúde realize o pagamento de 01 mês INTEGRAL, e apresente cronograma oficial de pagamento de todos os atrasados e despesas correntes, na forma de um Termo de Ajuste de Gestão.

Como reiterado inúmeras vezes, o atendimento de Urgência e Emergência para população será preservado, porém o posicionamento inflexível da Secretaria de Saúde torna cada vez mais difícil uma solução definitiva para a situação.

Atenciosamente,

Empresas de Especialidades Médicas prestadoras de serviços à Susam: ICEA, COOPANEST, IGOAM, ITOAM, IMED-AM, COOPERCLIM, COOPANEO, COOAP, SAPP, CNA, CARDIOBABY, COOPATI, UNINEFRO, UNIVASC.