O número de denúncias ao 181, o Disque-Denúncia da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), aumentou 53% em 2018, entre os meses de janeiro e setembro, em comparação com igual período do ano passado. Os dados são da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai).

O serviço gratuito atende 24 horas e recebe todos os tipos de denúncias de forma anônima. Em 2018, foram registradas 8.746 denúncias de crimes como tráfico de drogas e roubos, e localização de foragidos da Justiça. No ano anterior, haviam sido 5.696 denúncias de janeiro a setembro.

Segundo a gerente de estatística da Seai, delegada Marília Campello, todas as denúncias ao 181 têm a garantia do anonimato. “O 181 é uma linha direta e confiável que o cidadão pode utilizar para fazer denúncias anônimas sobre qualquer crime”, afirmou.

A participação popular é fundamental para o trabalho das polícias, de acordo com a delegada. “As denúncias chegam a ser tão importantes quanto o Boletim de Ocorrência tradicional. Por meio delas, a população ajuda não só com a resolução de crimes, mas também a localizar foragidos. Também é possível denunciar condutas erradas de agentes da Segurança Pública sem ter que ir à Corregedoria”, disse.

Tráfico – De janeiro a setembro, as principais denúncias recebidas pelo 181 foram de tráfico de drogas. Conforme dados da Seai, as ligações sobre este tipo de crime responderam por 68% de todas as denúncias à Secretaria de Segurança por meio do Disque Denúncia. Foram 5.972 registros em nove meses, o que representa um aumento de 52% em relação a igual período de 2017.

“A população nos ajuda muito no combate ao tráfico de drogas. Denúncias de bocas de fumo e de transporte de drogas são as que mais nos dão resultado e levam a polícia a fazer uma série de apreensões”, avaliou Marília.

O número de denúncias sobre o paradeiro de foragidos aparece em segundo lugar no ranking das chamadas ao 181, totalizando 610 registros em 2018 – ou 6,9% do total. “As denúncias que indicam a localização de foragidos são de grande importância. A população precisa acreditar que vai nos ajudar e tirar um foragido das ruas”, disse Marília Campello.