Um cristão da cidade de Preston tentou evangelizar seus vizinhos muçulmanos enviando pelo correio folhetos evangelísticos que afirmavam: “ Allah não teve um filho”. Em formato de história em quadrinhos, o material é produzido pela Chick Publications, conhecido por sua forma direta de falar sobre o inferno.

Alguns dos homens que receberam os folhetos em suas casas procuraram a polícia e disseram estar sendo vítimas de “crime de ódio”. A polícia ouviu Michael Davis, que admitiu ser o autor dos envios.

Ele será investigado por um suposto “crime de ódio”. Diante dos policiais, afirmou que “Não houve intenção de ofender e não haverá mais”, pois comprometeu-se em parar com a prática. Em sua defesa, ele alegou que foi simplesmente um “direito de resposta” dos cristãos, uma vez que islâmicos realizaram um evento no Mercado Público de Preston e distribuíram panfletos.

Ainda segundo Davis, alguns desses muçulmanos fizeram visitas, batendo de porta em porta, na época das eleições locais.

Maomé no inferno

Um dos homens que denunciou o evangelista foi Pav Akhtar, 40 anos, de origiem paquistanesa. Ele reclama que os livretos foram direcionado especialmente para as famílias muçulmanas asiáticas. Isso seria que a motivação foi racismo e xenofobia.

“Basicamente [o folheto] é uma narrativa realmente odiosa e distorcida que está alimentando os pontos de vista da extrema-direita”, reclamou Akhtar. O material diz que Allah é um falso deus e que, se não se converterem a Jesus, os muçulmanos estão condenados ao inferno. A imagem mais ofensiva para eles é uma representação de Maomé sendo condenado. (GOSPEL PRIME)