O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que estão correndo normalmente as investigações sobre o voto extra na eleição para a Presidência da Casa, realizada no último dia 2. Ele observou que o procedimento é delicado e requer paciência.

— Temos que ter cautela. Aquela sessão foi a mais tumultuada do Senado, muito tensa. Temos que aguardar a apuração do corregedor.

Segundo Davi, o corregedor do Senado, Roberto Rocha (PSDB-MA), identificou seis senadores cujos momentos de votação não puderam ser captados com clareza pelas imagens da transmissão oficial. Os nomes não foram divulgados. Ele destacou que nenhum desses parlamentares é considerado suspeito de qualquer ato doloso.

O presidente deve se reunir com o corregedor nos próximos dias para avaliar os próximos passos da investigação. É possível que peritos externos sejam contratados para ajudarem na avaliação das imagens. Se isso incorrer em custos para o Senado, é preciso que Davi autorize. Além disso, três servidores concursados da Casa serão destacados para se juntarem ao trabalho.

Entenda o caso

No dia 2 de fevereiro, os senadores se reuniram para escolherem o novo presidente da Casa. A decisão deveria ter sido tomada na véspera, mas um impasse acerca do procedimento de votação — aberto ou secreto — fez a sessão ser adiada.

A votação foi feita por meio de cédulas individuais depositadas numa urna. Na apuração, porém, foram contabilizados 82 votos, um a mais do que o número total de senadores. Duas das cédulas não estavam dentro de envelopes. Por consenso, os parlamentares decidiram anular os votos do primeiro escrutínio e fazer nova votação. Davi Alcolumbre saiu vitorioso do segundo pleito, com 42 votos.

No mesmo dia, senadores passaram a cobrar uma investigação do fato. O presidente encaminhou o caso ao corregedor na quarta-feira após a eleição (6).

Com informações da Agência Senado