Desembargador caça habeas corpus de desembargadora dado a "pistoleiro" e polícia agora caça bandido que sumiu - Fato Amazônico

Desembargador caça habeas corpus de desembargadora dado a “pistoleiro” e polícia agora caça bandido que sumiu

O desembargador João Mauro Bessa, da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas cassou o habeas corpus concedido pela desembargadora Encarnação das Graças Sampaio Salgado, ao acusado de crime de "pistolagem" Celson Alves dos Santos, 29 anos, preso flagrante no dia 22 do mês depois dele participar do assassinato de Mário Sabóia de Albuquerque Neto, 30, no bairro do Alvorada, e mandou prender o bandido que desapareceu mesmo com tornozeleira da Secretaria de Justiça.

Celson, que de acordo com a polícia matou Mário Saboia, na rua Bela Vista, bairro Alvorada 2, Zona Centro-Oeste, por causa de uma dívida de R$ 5 mil, mesmo usando a tornozeileira eletrônica da Secretaria de Justiça, agora está sendo caçado por policiais da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros e da Delegacia Especializada em Captura e Polinter, que ainda não o encontraram demonstrando que o sistema de monitoramento é falho.

"Eles soltam os bandidos com a tal tornozeleira e acham que os caras ficam com ela. É brincadeira isso", disse um policial, afirmando que a primeira coisa que os bandidos que são soltos com a tornozeleira fazem é providenciar a retirada dela para voltarem a atuar no mundo do crime.

As advogadas de defesa de Celson Alves, impetraram nesta sexta-feira (27) petição na 3ª Vara do Tribunal do Júri, onde informam ao juiz Mauro Antony, que o cliente trabalha como motorista autônomo e pediram ao magistrado o recolhimento do mandado de prisão preventiva e prometem apresentá-lo no primeiro dia útil, na seria na segunda-feira (30).

Mas o pedido da defesa não deverá ser atendido, Mauro Antony, não poderá recolher mandado de prisão preventiva expedido por João Mauro Bessa. Ele é juiz e não poderá nunca desfazer a ordem de um desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas.