José Melo voltou para a cadeia no último dia de 2017 enquanto sua esposa, Edilene Gomes, foi presa dia 4 deste mês

A desembargadora federal Mônica Sifuentes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília solicitou nesta sexta-feira, 12, a Justiça Federal do Amazonas informações sobre a prisão preventiva do ex-governador José Melo e de sua esposa, a ex-primeira-dama Edilene Gomes de Oliveira.

A Justiça Federal do Amazonas tem 72 horas para se manifestar.

Só após o recebimento das informações, a desembargadora vai julgar o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa pedindo a liberdade do ex-governador e, também, da ex primeira-dama Edilene de Oliveira.

A ex-primeira dama foi presa no dia 4 deste mês e o ex-governador retornou à cadeia no dia 31 depois que teve a prisão temporária convertida em preventiva pela juíza Ana Paula Serizawa, da 4ª Vara Federal do Amazonas.

Melo e sua esposa são acusados de liderarem um esquema de desvio de verbas da Saúde do Estado desarticulado pela Polícia Federal em setembro de 2016, na primeira fase da Operação Maus Caminhos, quando foi preso o médico e empresário Mouhamad Moustafa e outras pessoas ligadas a organização criminosa.

De acordo com a decisão da juíza Jaiza Fraxe, Melo e Edilene eram os líderes do esquema descoberto em 2016.”(…)  há fortes indícios de que ambos foram os líderes ativos de todas essas infrações penais que geraram o rombo nos cofres da saúde do Estado do Amazonas, mediante a utilização de verbas federais em proveito próprio, especialmente para a reforma da mansão recém adquirida”, destaca a magistrada.

O ex-governador José Melo e a esposa dele, Edilene Gomes Oliveira, foram levados para os Centros de Detenção Provisória (CDPs), por volta de 15h da última quinta-feira (4).

Melo e a ex-primeira-dama estão presos nos os CDPs Masculino e Feminino, localizados no quilômetro 8 da BR-174 (Manaus/Boa Vista).