Ditado popular “a polícia prende e a Justiça solta” é tema na rodada de policiais depois da soltura de assaltantes e homicida - Fato Amazônico

Ditado popular “a polícia prende e a Justiça solta” é tema na rodada de policiais depois da soltura de assaltantes e homicida

O ditado popular "A polícia prende e a Justiça solta" desde a semana passada virou o tema central da conversa de policiais civis e militares depois que o juiz Erivan de Oliveira Santana, plantonista do Fórum Ministro Henoch Reis, relaxou a prisão de Leonardo de Souza, Jotaci José Souza, Leoberto de Souza Leal e Cláudio Gomes da Silva, acusados de arrombarem o caixa eletrônico Fundação Nacional de Saúde (Funasa), no bairro da Glória, Zona Oeste de Manaus, em fevereiro deste ano.

Nesta quinta-feira (9), o ditado votou a ser tema na roda de policiais quando souberam que o juiz Anésio Rocha Pinheiro, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, não decretou a prisão preventiva de Raul de Carvalho Bezerra, o “Leonardo DiCaprio”, que confessou ter matado no último dia 6 com sete facadas no pescoço do jovem Gilberto Ribeiro dos Reis Júnior, 17 anos, por causa de drogas, na Rua Jasmin, no Bairro Santa Etelvina, na Zona Norte de Manaus.

O magistrado não acatou ao pedido da delegada adjunta da Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS), Sansha Sodré, representou pela Prisão Preventiva do acusado.

Mesmo com parecer favorável do promotor Edinaldo Aquino Medeiros, o magistrado em sua decisão não decretou a prisão preventiva e diz em seu despacho: “Ademais, em consulta à Certidão de Antecedentes Criminais, ratifico, na ocasião, a insubsistência do periculum in libertatis, uma vez que o réu não possui, ao menos nesta cognição, propensão para prática delitiva, inexistindo, portanto, periculosidade ao sossego social. Deste modo, não há de se falar, na atual conjectura, em necessidade de se resguardar a ordem pública".

A dona de casa Rosa Ferreira da Silva, mãe da vítima, disse que está revoltada com a soltura do acusado, e que não acredita na Justiça. “Minha família é humilde, sou pobre, se eu tivesse condições de contratar um advogado, com certeza o juiz teria decretado a prisão desse assassino”.