PMs prenderam os procurados em centro empresarial Foto: Polícia Militar-RJ
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RIO – Policiais militares do 31.º Batalhão (Barra da Tijuca) prenderam na tarde desta quinta-feira, 19, o médico Denis César Barros Furtado, de 45 anos, conhecido como Dr. Bumbum. Ele e sua mãe, a médica Maria de Fátima Barros Furtado, de 66, que também foi presa, estavam foragidos.

Denis é acusado da morte da bancária Lilian Calixto, de Cuiabá (MT), ocorrida neste domingo, 15, depois de submetê-la a procedimento estético irregular, realizado em sua cobertura, no mesmo bairro. ‘Doutor Bumbum’ foi detido em um centro empresarial na zona oeste e foi encaminhado para a 16.º Distrito Policial (Barra da Tijuca).

O médico foi indiciado por homicídio doloso e associação criminosa e teve a prisão decretada pela Justiça. Advogados acreditam que Furtado poderá responder por outros crimes.

‘Fatalidade’

Em vídeo publicado no Instagram nesta quinta, o médico diz que as acusações são injustas e fala em “fatalidade”. “Aconteceu uma fatalidade, mas uma fatalidade que acontece com qualquer médico. Uma paciente minha, após procedimento de bioplastia de glúteo, que eu já realizei 9 mil, ela saiu do consultório muito bem e umas seis horas após eu a levei para o hospital e ela chegou ao óbito algumas horas após com parada cardíaca”, disse na primeira parte do vídeo. Ainda não foi publicada uma segunda parte.

“É um mistério ainda a causa da morte, mas é uma injustiça o que estão falando de mim na televisão. É uma injustiça me acusarem de não ser médico. Eu tenho CRM antigo. É um injustiça dizerem que é um procedimento que não é habilitado”, acrescentou no primeiro vídeo.

Quem é o doutor Bumbum?

De Doutor Bumbum com endereço em cobertura na Barra da Tijuca a foragido da Justiça, com foto no Portal dos Procurados e R$ 1 mil de recompensa por informações que levem a seu paradeiro. A vida mudou muito rapidamente para o médico Denis Cesar Barros Furtado, de 45 anos.

Desde o último domingo, ele era caçado pela Polícia Civil do Rio sob acusação de ter matado a bancária Lilian Calixto, de 46 anos, em procedimento estético proibido. Loquaz, presença frequente nas redes sociais, onde se gabava de seus feitos, ele teve desativado seu perfil no Instagram.

Antes do crime de que é acusado – homicídio com dolo eventual, por ter provocado a morte da vítima ao injetar polimetilmetacrilato, conhecido como PMMA, nos glúteos da paciente – Furtado demonstrava desembaraço na propaganda de seu trabalho. (Estadão)


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