Eduardo Braga defende renovação na cultura - Fato Amazônico

Eduardo Braga defende renovação na cultura

“É hora de ter mudança. A cultura precisa ser renovada” afirmou o candidato a governador, Eduardo Braga, durante encontro com representantes da cultura e da juventude amazonense na noite de ontem (22/08), dia do folclore, e que contou com ícones da música local como Nunes Filho e Torrinho. Ele respondeu ao apelo de vários artistas locais que pediram a saída do secretário estadual de cultura, Robério Braga, o qual ocupa o cargo há quase vinte anos.

“É hora de ter um novo secretário. Alguém que represente esse novo momento para o Amazonas. O atual já contribuiu muito com o estado. Mas, vivemos um outro momento” disse Eduardo.

De acordo com o representante do boi Garanhão, Ivo Morais,  os bois de Manaus estão abandonados. “Pedimos atenção à cultura popular, em todos os segmentos, porque os artistas estão abandonados. Não tem nenhum projeto cultural para gerar trabalho a classe. O Centro Cultural Povos da Amazônia é um patrimônio e está como um elefante branco porque não é utilizado por ninguém” afirmou.

Na ocasião, Eduardo lembrou que quando construiu o Centro Cultural Povos da Amazônia o festival folclore de Manaus não tinha lugar certo para ser realizado. “Fizemos uma arena em homenagem a cultura popular do estado. Um local para ser usado no intuito de gerar emprego para milhares de pessoas. Mas, hoje, está lá abandonado. Se For da vontade de Deus e o povo permitir, quero assumo o compromisso de voltarmos a ter festival folclórico no mês junino e tudo com o apoio do Estado” falou o candidato.

Para o representante da escola de samba Grande Família, Luiz Gilberto Ferreira Lima, o momento é de comparar os candidatos e suas realizações. “Temos duas candidaturas. Uma, eu tive reunião na casa do cidadão e ele queria acabar com o carnaval de Manaus. Do outro lado, temos Eduardo que realizou o sonho de oito escolas de samba ao inaugurar barracões para cada uma delas. Só é botar na balança. Um que gosta de cultura elitizada e um que gosto da cultura popular” revelou.

Segundo a atriz, Laíde Barros, a cultura tem a função social de conscientizar as pessoas. “Infelizmente, no Amazonas, não vemos o fomento da cultura.  Mas, a produção de eventos. Queremos cultura para o povo. Queremos construir isso com Eduardo Braga” disse.

Ao discursar no evento, o candidato a vice-governador, Marcelo Ramos, pediu que o povo compare as candidaturas. “O que está em discussão não é se os candidatos são os ideias. Mas, quais são os mais preparados. Uma reflexão racional leva em conta a trajetória de cada um dos candidatos e o que nós estamos propondo para superar a crise do Estado” solicitou.

Juventude – Ao falar para a juventude, Eduardo declarou que em contado amplamente com o apoio dessa faixa etária para virar o jogo e ganhar a eleição.  Para o candidato a governador, é necessário retomar políticas públicas voltadas a esse grupo.

O discurso de Eduardo agradou os jovens que participaram do encontro como o universitário, Cristofer Rocha. “Hoje, não temos acesso à cultura. Estamos sem perspectiva. Temos que mudar essa realidade. Vemos programas que deram certo como o jovem Cidadão sem funcionar. Para nossa geração é importante eleger um governante como Eduardo para ter de volta tudo isso” disse.

Ex- instrutor do Jovem Cidadão, Valderes Souza, afirmou que a juventude amazonense está a margem da sociedade. ““Não temos políticas públicas direcionadas a esse grupo. Nós estamos na rua. Roubaram a nossa juventude. Mas, acreditamos que tem jeito” complementou.

Já outro universitário, Maike Soares falou das dificuldades dos jovens em promoverem atividades culturais. “Estamos sem. Temos que está batendo na porta das escolas para pedir às quadras emprestadas e muitas vezes recebemos a porta batida na nossa cara. Nossa juventude é tratada como problema e isso precisa mudar. Temos um papel fundamental nas transformações sociais”  revelou para em seguida dizer que Eduardo e Marcelo reúnem as melhores condições para fazer os jovens no Amazonas a voltarem a sonhar.

Conforme Eduardo, a cultura é uma das formas de combater a violência e de elevar a autoestima do povo. “Precisamos valorizar o que é da terra. Precisamos dizer não a várias coisas que estão aí como o abandono da cultura e da segurança pública. E dizer sim ao nosso futuro que são os jovens” concluiu.