Coari – Na volta de Coari, ao final de todas as diligências feitas pela CPI da Câmara Federal e após os depoimentos, a deputada federal, Érika Kokay (PT), disse que solicitará investigação da Polícia Federal para que sejam identificados os responsáveis pelos atentados à bala e as ameaças às testemunhas, que prestaram depoimentos afirmando que o prefeito Adail Pinheiro, que está preso, no Comando de Policiamento Especializado, comanda uma rede de exploração sexual no município.

Kokay, disse que assim que voltar a Brasília, irá pedir a intervenção federal em Coari, onde além das testemunhas, meninas menores de idade e suas famílias, estão sendo ameaçadas pelo grupo de Adail Pinheiro.

Depoimentos

No total, sete pessoas foram ouvidas nas dependências da Universidade Federal do Amazonas, pelas deputadas Érika Kokay e Liliam Sá, da CPI da Câmara Federal que investiga casos de exploração sexual de crianças e adolescentes no País, pelos membros da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Marcelo Nascimento e Joacy Pinheiro, pelas conselheiras do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Miriam Santos e Kezia Araújo, o coordenador do Centro de Apoio Operacional de Inteligência, Investigação e Combate ao Crime Organizado (Caocrimo), o promotor de Justiça Fábio Monteiro.

Testemunha chora ao relatar as barbaridades dos casos de exploração sexual de crianças em Coari

Entre os depoimentos, dois são casos de ameaça, através de ligações telefônicas ou até mesmo abordagem pessoal. Em outro caso, uma testemunha que prestou depoimento anteriormente à CPI contando detalhes de como o prefeito escolhia as meninas e das “festinhas” com meninas de 11 e 13 anos, teve sua residência metralhada e o cachorro morto a tiros.

Em outro atentando, ocorrido na terça-feira passada (18), a casa do membro do Conselho de Cidadãos de Coari, Raione Queiroz foi alvo de tiros quando estava havendo uma reunião do conselho.


Fotos em Coari