Com apenas dois meses à frente do governo do Amazonas, o paraense de boa cepa, Wilson Lima, começa a dar sinais de que não tem o menor cacoete para o mister.

Lima tem medo do povo, e dele se esconde, como um fujão acovardado se esgueira para escapar de alguma tremenda enrascada. Péssimo sinal.

Wilson Lima, depois de mandar interditar o Bar do Armando, na Praça de São Sebatião, em represália à marchinha do “Jacaré”, prometeu comparecer à Banda da Bica e cair na folia como um autêntico “Zé Pereira”.

Nem sinal dele. Mêdo? Bobagem. Lima não seria hostilizado, é claro, pela indigesta mancada de mandar o Bonates lacrar o Bar do Armando no dia do “esquenta” da Bica.

O máximo que poderia acontecer – e isso não faz mal à ninguém – era se divertir um pouco com o bom humor e a irreverência da marchinha que começa com o nome dos autores da letra – Rogélio Casado, Deocleciano Souza e Orlando Farias – todos falecidos.

O mesmo receio, ou medo, digamos assim, sentido por Lima de se colocar frente a frente com o povo, se repetiu com a ausência dele no desfile das escolas do Grupo de Acesso, no sábado (2), no sambódromo.

O camarote reservado para as autoridades não contou com a presença do radialista governador. Apenas o secretário de cultura, Marco Polo, esteve por lá.

“O que eu gosto mesmo é de clarim e de quartel”, dizia João Figueiredo, presidente do Brasil, para justificar outra célebre frase: “Prefiro cheiro de cavalo do que cheiro de povo.”

Ora, ora, excelentíssimo senhor Lima. Nem tudo está perdido. Não custa pensar um pouquinho só. De repente…. quem sabe voltar para a bancada do Alô Amazonas não seria uma excelente ideia?

A reportagem do Fato Amazônico encaminhou ontem (3), mensagem a Secretaria de Comunicação do Governo do Estado perguntando por qual motivo o governador Wilson Lima não compareceu no último sábado (2), ao Sambódromo, onde desfilaram as escolas do Grupo Especial do Carnaval de Manaus, mas não tivemos resposta.